As Maravilhas de Portugal no Mundo - Fortaleza de Diu, Índia @ RTP 2009

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Uploaded by on Jul 21, 2009

A fortaleza de Diu localiza-se na ilha de Diu, ao largo da costa do estado de Guzerate, na Índia.

Situada no extremo sul da península de Katiavar, à entrada do golfo de Cambaia, é considerada pelos estudiosos de arquitetura militar como a mais importante e bem fortificada estrutura erguida no Estado Português da Índia. Por sua importância estratégica, foi alvo da cobiça e resistiu a inúmeros cercos e ataques de árabes, turcos, indianos e às diversas tentativas neerlandesas para dela se apoderarem em finais do século XVII. Reputada como inexpugnável, acompanhou o declínio de Diu a partir do século XVIII até sua queda final em dezembro de 1961.

Foi classificada, em 2009, como uma das sete maravilhas de origem portuguesa no mundo.

Diu constituia-se em importante entreposto comercial à época da chegada dos portugueses à costa da Índia. Desse modo, desde 1513, com Afonso de Albuquerque, ali tentaram estabelecer uma feitoria, sem sucesso. Algumas tentativas de conquista empreendidas em 1521, por Diogo Lopes de Sequeira, em 1523 e em 1531, por D. Nuno da Cunha, também não tiveram êxito.

Martim Afonso de Sousa iniciou negociações com o sultão Bahadur Xá, em 1534, vindo a obtê-la em troca de ajuda militar portuguesa prestada contra o Grão-Mogol de Déli, que o expulsara de seus domínios.

As obras foram iniciadas pelo sétimo governador do Estado Português na Índia, D. Nuno da Cunha, em 20 de novembro de 1535, estando concluída no ano seguinte.

Livre da ameaça e arrependido da sua generosidade, Bahadur Xá pretendeu reaver Diu, matando o governador da praça, ao mesmo tempo que chamava em auxílio uma frota turca. Ao tomar conhecimento da traição, mandou prender Badur, que acabou por ser morto numa refrega. Seguiu-se um período de guerra entre os portugueses e a gente do Guzerate. O novo sultão celebrou um acordo com a Sublime Porta, e, em 1538, forças Guzerates, sob o comando de Coja Sofar, senhor de Cambaia, com o reforço de uma armada egípcia do Paxá Al Khadim (turca de Solimão, o Magnífico ?), impôs cerco a Diu, defendida por tropas portuguesas sob o comando de António Silveira. Essas forças foram dispersadas com o auxílio de Martim Afonso de Sousa.

Com a sua estrutura reparada e reforçada, foi duramente castigada em novo cerco, imposto por um novo exército Guzarate, sob o comando do mesmo Coja Sofar, no Verão de 1546. Durante cinco meses os seus defensores resistiram, sob o comando de D. João da Silveira, recebendo alguns reforços e suprimentos pelo mar até que, em 11 de Novembro, um reforço naval, sob o comando de D. João de Castro, posteriormente recompensado com o cargo de quarto Vice-rei da Índia, decidiu a vitória em favor dos Portugueses.

Neste cerco, pereceram Coja Sofar e um filho de D. João de Castro, D. Fernando. Assim lhe foi comunicada a perda por seu outro filho, também enviado em socorro da praça: "Meu irmão, que Deus haja, achei morto; é certo que Vossa Mercê perdeu um filho e eu um irmão para muito sentir, mas nós havemos de morrer e o manjar da Guerra são homens e os melhores" (carta de D. Álvaro de Castro a D. João de Castro, Diu, 27 de Agosto de 1546).

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Top Comments

  • Bravos. Estes são bravos que ainda sustentam a cultura lusitana nas Índias. É uma lástima que esse povo não possa escolher através de um plebiscito voltar ou não a ser Portugal, e lástima também é ver como o Portugal de hoje esquece de seu glorioso passado e abandona a própria sorte um pedaço de seu antigo império. Viva o Império Português, e viva estes bravos que honram o passado lusitano. E aclaro, sou brasileiro, mas também me considero português pelo sangue.

  • im from diu

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All Comments (44)

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  • grandes portugueses que aindam seguem a ordem do ditador salazar que era rssistam ate ao ultimo homem por incrivel que pareça e o que eles estao a fazer grandes portugueses

  • copy this code and paste it in your tags of this video and it make it HD and full screen yt:stretch=4:3 yt:crop=16:9 yt:quality=high

  • Bravos diuenses que, sem qualquer apoio de Portugal e oprimidos pela União Indiana, insistem em manter viva a chama da cultura portuguesa no pequeno enclave. Um bem haja para eles!

    Viva Portugal!

  • @AshiteratsuAka Isso é porque uma parte substancial da população mundial só consome "cultura made in USA", que só entretem mas não educa nada.

  • @tigerman3012 Dizes bem, mas o B de BRIC é B de Brasil... O Brasil partilha grande parte da cultura portuguesa e, pelo seu crescente peso económico, pode exercer alguma influência junto da Índia.

  • Todos sabem que os nossos monumentos na índia estão neste estado por politiquices do Estado Indiano, que tenta, e está a consegui-lo, erradicar todo e qualquer vestígio de presença portuguesa na índia...o que poderíamos nós fazer? declarar guerra à índia? De facto, só desse modo, porque de outra forma não temos actualmente o peso diplomático para pressionar um país como a índia, ainda para mais actualmente que se configura como um dos novos BRIC =(

  • @digantism

    Don't try to compare our presence in the world with English, Dutch or Spanish colonization, the British, although giving you railways and education always treated you as, not even second but fourth or fifth class citizens...

  • you poruguese beggars you theft our gold and wealth and money. our country is richest country in the world known as golden bird. our countrys name is ARYAVARTA or BHARATA. NOT INDIA. you give the world is cruelty and organized crime. truth of europe is this killingness

  • Estimular/incentivar o ensino da lingua, a praticar e a ter contacto directo com a mesma. A Cultura Portuguesa em Goa esta a morrer juntamente com a ultima geracao de Portugueses/Goenses, os edificios deixados pelos Portuguese nao sofrem nenhum tipo de manutencao estando à beira de ruir, tanto os historicos como os mais recentes, obras de arte valiosas do sec. xvi ate ao sec. xx como estatuas, pinturas encontram-se a ceu aberto em pleno estado de degradacao.

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