Clip retirado do documentário "Antero de Quental: Poeta, Pensador e Panfletário"
Uma das figuras mais interessantes, mas também mais amarguradas do nosso século XIX
Em 11 de Setembro de 1891, pelas 8 horas da noite, o poeta Antero de Quental põe termo à vida com dois tiros de pistola na boca". Terminou assim a vida de uma das figuras mais interessantes, mas também mais amarguradas do nosso século XIX.
Poeta, pensador e panfletário, Antero de Quental nasce em 1842, em Ponta Delgada, indo, após a adolescência, para Lisboa e depois para Coimbra, estudar Direito.
Aí conhece Eça de Queirós (entre outros), e forma o seu pensamento positivista e anti-romântico. Mas a verdade é que o seu temperamento era religioso e muito imbuído do espírito do romantismo.
Em 1855 publica "Odes Modernas" e vai para Lisboa trabalhar como tipógrafo. Segue depois para Paris onde exerce a mesma profissão.
Paralelamente vai desenvolvendo contactos de modo a formar ligas revolucionárias socialistas.
Participante nas Conferências do Casino, defende ideais positivistas. Mas as suas contradições vêm à superfície e a sua saúde agravando-se. Sempre profundamente solitário muda de casa e de cidade, sem se conseguir fixar a um lugar ou a relações afectivas estáveis.
Antes de regressar definitivamente aos Açores, onde se suicida, vive em Vila do Conde, altura em que publica "Sonetos Completos".
Um documentário com guião de Nuno Júdice e realização de Cecília Neto e que conta com as interpretações de Rui Pisco, Alexandre Melo, Vicente Galfo, Benjamin Falcão, José Manuel Mendes e José Neto nas reconstituições encenadas sobre certos passos da vida de Antero de Quental.
Clip retirado do documentário para fins didácticos
Olá, peço desculpa por só agora responder, acontece que tenho andado afastado destas coisas. Adorei os seus vídeos. Parabéns!
Rodrigues
biblioespl 1 month ago