A proposta do meu vídeo é mostrar através de fragmentos da obra "Grande Sertão: Veredas" como a própria linguagem escrita possibilita diferentes interpretações. Seja pela mudança do tom de voz, expressão facial ou pela própria linguagem construída por cada um através de suas vivências ao longo dos anos.
Os personagens, entre eles gaúchos, curitibanos, nordestinos, estudantes, profissionais e uma criança (todos habitantes da capital paranaense), de diferentes classes sociais e pertencentes as mais variadas tribos, aparecem interpretando cada um à sua maneira a linguagem cabocla adotada pelo escritor, a criança no entanto, se limita às suas próprias experiências, e a sua linguagem que ainda está sendo construída. Assim como no Canal Futura meu vídeo mostra a miscigenação cultural e interpretativa individual de cada pessoa. Comprovando o que o próprio João Guimarães Rosa afirma: A linguagem e a vida são uma coisa só. Quem não fizer do idioma o espelho de sua personalidade não vive.
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