As deficiências dos serviços de saúde em Salvador foram expostas em praça pública na manhã desta sexta-feira (8), no ato de lançamento da Caravana da Saúde e Cidadania -- em defesa da saúde pública. A Praça da Piedade, no Centro da capital baiana, foi o palco escolhido pelas entidades sindicais e profissionais para abrir o debate com a população sobre a crise do sistema municipal de saúde. A ideia da caravana é percorrer todos os postos de saúde ouvindo servidores e usuários, para traçar um diagnóstico da situação e sugerir soluções.
Dijalma Rossi defendeu a construção de um hospital municipal em Salvador e chamou atenção para a crise da saúde em todo o estado: "Um reflexo dessa situação é o que chamo de ambulancioterapia. Os hospitais de referência de Salvador estão sobrecarregados com pacientes vindos de ambulância de todas as regiões do estado".
No debate em praça pública o povo teve a oportunidade de usar o microfone e dar sua opinião. O agente comunitário de saúde Ulisses Oliveira, por exemplo, desabafou: "Só temos direitos no papel. Na prática, não temos direito a nada, somos relegados a segundo plano".
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