O Sínodo muda de ritmo. Depois dos pronunciamentos dos padres sinodais nas congregações gerais, o trabalho agora será feito nos círculos menores, onde os temas serão debatidos com base nas diversas línguas. Eis, portanto, a ocasião de fazer um primeiro balanço com o Cardeal Théodore Adrien Sarr, um dos presidentes-delegados do Sínodo, que lança um olhar lúcido sobre a Igreja na África.Para o arcebispo de Dacar, esta missão pertence a toda a Igreja, e diz respeito a seus membros. O Cardeal Turkson no pronunciamento após a discussão destacou que o Sínodo não é uma sessão especial das Nações Unidas para a África. O aspecto espiritual dos temas centrais a reconciliação, a justiça e a paz foi amplamente explorado pelos padres sinodais junto com a ação social da Igreja. O Cardeal Sarr evidencia, portanto, a importância revestida, durante os debates, pelos leigos e pelas mulheres que vivem na África.Sottopancia : Card. Théodore Adrien Sarr, arcebispo de Dacar (Senegal) Nós pensamos que a Igreja deva ainda deixar-se transformar por Deus, deixar-se reconciliar por Deus para se tornar uma verdadeira Igreja-família. E se tornando uma verdadeira Igreja-família, poder desempenhar um papel de catalisador na sociedade para fazer-se realmente sal da terra e luz do mundo.Os bispos e os sacerdotes, enquanto pastores, têm um ministério de comunhão e um ministério de reconciliação a desempenhar nas comunidades: o sacramento da reconciliação está ali. Mas também um ministério de acompanhamento pastoral dos fiéis e de formação.Eles são realmente a presença de ponta da Igreja na sociedade, e é tarefa deles se tornarem sal da terra e luz do mundo. Mas, para isso, devem ser formados e acompanhados....Falamos muito do papel das mulheres e pediu-se que seja dado mais espaço a elas dentro da Igreja e papeis mais específicos. Os bispos se uniram a este apelo. Creio que os padres sinodais sintam a necessidade de deixar que as mulheres contribuam para a realização do tema no centro deste Sínodo.
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