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Marta participa de debate sobre mulher e poder no Futura

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Uploaded by on Mar 10, 2010

O Canal Futura dedica esta semana de 8 a 12 de março às mulheres. Com uma programação muito especial, com reportagens, debates ao vivo, tratando dos assuntos mais importantes do cotidiano e resgatando a história de lutas das mulheres.
Na noite, do dia 8, em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher, a apresentadora Renata Afonso recebeu no estúdio (Rio de Janeiro), Marta Suplicy, prefeita de São Paulo entre 2001 e 2004, a capitã Priscilla Azevedo (comandante da Unidade de Polícia Pacificadora - Santa Marta), a historiadora Isabel Lustosa e a empresária Paula Lavigne. Em debate: a relação das mulheres com o poder.
Enquanto o debate corria no estúdio, internautas passaram a responder no site do Futura enquete postada com a seguinte pergunta:
As mulheres hoje estão realmente mais poderosas?
Assim que acabou o programa, por volta de 22h30, as respostas obtidas na enquete foram:

18,5 % Sim. Já participam ativamente da política e tomaram conta do mercado de trabalho.

29,6% Não. Ainda ganham menos do que os homens e, em pleno século 21, ainda lutam para ver alguns direitos reconhecidos.

51,9% Já avançaram bastante, mas ainda há muito o que caminhar para alcançarem o poder masculino.

Para Marta Suplicy, que ouviu o resultado pouco antes desse horário, mas basicamente com a mesma proporção nos resultados, o espectador e a espectadora do Futura estão de parabéns, afinal andam antenados com a realidade da mulher na sociedade.

Durante o programa, foram apresentadas reportagens com informações sobre o crescimento das mulheres na população (já são maioria entre os brasileiros), o aumento da expectativa de vida das mulheres e o avanço no mercado de trabalho (participação). Mas as debatedoras, em especial Marta Suplicy, chamaram atenção para as dificuldades e desigualdades que as mulheres enfrentam, as muitas barreiras a serem superadas.

Somos mais escolarizadas, mas o salário não é compatível com o dos homens. Quanto mais alta a escolaridade, mais se observa desigualdade, explicou Marta. Ainda na tarde desta segunda-feira, ela participou de uma reunião na Fecomércio (Federação do Comércio de São Paulo) e disse que ouviu relatos sobre essas diferenças salariais, além de muitas dificuldades com a cultura machista e observou: não é como na época da minha avó, mas ainda tem um caminho longo a ser percorrido.

Isabel Lustosa lembrou que, de fato, no século 19 e começo do século 20, a mulher não era vista como alguém a ser educada, nem mesmo a ser preparada para o mercado de trabalho ainda mais quando de classe média.

Em 200 anos de PM no Rio de Janeiro, afirmou a capitã Priscilla, somente em 1982 mulheres começaram a ser admitidas na corporação. Hoje, de 38 mil pms, 2055 são mulheres no Rio. E ainda segundo a capitã, nos concursos de praças e oficiais, são as mulheres as mais bem colocadas. No entanto, como se vê, ainda são minoria entre os servidores da segurança no Estado.

Dados informados por Marta Suplicy corroboram a impressão dos internautas sobre a questão das mulheres e o poder. Estamos alijadas do poder: hoje, apenas 8,9% dos parlamentares no Brasil são mulheres. A lei de cotas funcionou bem imediatamente para aumentar quando instituída a eleição de vereadoras, mas depois, por não prever punições (aos partidos) aguou porque, se antes colocavam pessoas só para representar a cota, depois já nem colocavam mais... Comparando, na Argentina, ao instituírem cota, avançaram na representação de 6% para 30%.

Paula Lavigne concordou com Marta Suplicy e também considerou relevante no debate mais um ponto de vista da prefeita: a questão do modelo de mulher que a sociedade precisa ampliar e projetar.

Disse Marta: Fui candidata a governadora (1998) e a filha do meu vice, a Bruna, queria ser bailarina, no início da campanha. No final, não queria mais. O pai me falou, pergunte a ela, Marta, o que ela quer ser. Perguntei. Ela respondeu: - governadora. Ela viu outras possibilidades. Hoje, no Brasil, teremos eleições e duas mulheres concorrem a Presidente: Marina e Dilma. É uma maravilha!

Para Marta, a possibilidade de uma mulher concorrer e ganhar a Presidência da República, abre uma janela de oportunidades para as meninas.

Outras questões foram debatidas: a questão da aparência da mulher, estereótipos, sensibilidade, sexualidade, maternidade, uso da pílula anticoncepcional e a importância, segundo definiu Marta, de, no mundo moderno, a mulher conquistar seus direitos, inclusive o de ser diferente dos homens. Paula Lavigne resumiu assim: falo em direitos melhores.

Perguntadas sobre quais foram os avanços, ou conquistas mais significativos, essas debatedoras destacaram: a pílula anticoncepcional, o voto e o ingresso, cada vez crescente, ao ensino superior.

A série de debates no Canal Futura continua.

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News & Politics

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