O Bug Não Pára
Cazuza
Adaptação: Daniel Camozzato/ Daniel Vidaletti
Instalo a contragosto
Testo sem fé e por acaso
Uma nova versão cheia de falhas
Eu sou um cara
Cansado de testar
De forma desnecessária
Uma versão sem cor, outra versão bugada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar
Que já está tudo detonado
Saiba que a aplicação está bugando o banco de dados
Porque o bug, o bug não pára
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo a essa provação
À sanidade do cara que testa
O teu produto tá cheio de gatos
Tuas soluções não correspondem aos fatos
O bug não pára
Eu vejo os bugs repetindo o passado
Eu vejo versões sem grandes novidades
O bug não pára
Não pára, não, não pára
Eu não tenho data pra acabar
Às vezes os erros chegam de par em par
Procurando uma agulha num palheiro
Nos bugs novos é melhor nem mexer
Nos antigos, se escolhe: é ignorar ou enlouquecer
E assim nos tornamos uns pedreiros
Te fazem de peão, de tester, homologueiro
Transformam o projeto num incêndio sem bombeiro
Pois assim se perde mais dinheiro
O teu produto tá cheio de gatos
Tuas soluções não correspondem aos fatos
O bug não pára
Eu vejo os bugs repetindo o passado
Eu vejo versões sem grandes novidades
O bug não pára
Não pára, não, não pára
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo a essa provação
À sanidade do cara que testa
O teu produto tá cheio de gatos
Tuas soluções não correspondem aos fatos
O bug não pára
Eu vejo os bugs repetindo o passado
Eu vejo versões sem grandes novidades
O bug não pára
Não pára, não, não pára
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