Caterete - Francisco Raposo Pereira Lima
Todo homem que é casado,
deve ter um pau no canto,
para benzer a mulher,
quando lhe der o quebranto.
A mulher como acontece,
toma conta do marido.
Então tudo está perdido,
é só ele quem padece.
Como escravo obedece
a tudo quanto ela quer,
mas se o marido quiser,
tudo evita sem trabalho.
É pegar num bom vergalho,
e vá benzendo a mulher,
que assim faz um bom marido,
se quiser ser bem querido.
Todo velho que se pinta
Para todos iludir,
as moças fogem dele
e as velhas poem-se a rir
O velho todo dengoso,
parecendo namorado,
recebe em vez de abraços
pitangueira no costado
E o velho requebrando
para todos enganar,
as moças fogem dele
e o velho a querer casar
Mas se o velho tem dinheiro
e encontra moça tonta,
as velhas vão pra bagagem
e o velho fica na ponta.
Vamos dar a despedida
como deu a saracura,
quem casar com mulher velha
tem muxiba com fartura.
Se ela é viúva e rica
casa com rapaz brejeiro,
ele vai chupando a muxiba
e dando cabo do dinheiro.
E a velha toda faceira
sai com ele requebrando,
enquanto ela tem dinheiro
a muxiba ele vai chupando.
Mas se o dinehiro acabar
Bate asa o maganão,
deixa a velha muxibenta
sem dinheiro e sem chupão.
Link to this comment:
All Comments (0)