A linguagem só é essencial se exprimir uma sensação que se adapte a ela que lhe dê vida E ainda é preciso que tal sensação seja viva e não morta Ou seja é preciso que seja uma sensação nova direta espontânea imediata e não já mostrada umas cem vezes Para permitir que essas qualidades sejam manifestadas é preciso que a linguagem se esforce a recriar com toda paixão e convicção necessárias É esta visão nova do mundo ou de uma parcela do mundo que preserva a linguagem de um acadecismo de uma esclerose que constantemente a ameaçam Ela obriga o ficcionista a se lançar a qualquer coisa que ainda não foi expressa Ela irá saltar aos olhos de primeira
Trecho de uma palestra de Nathalie Sarraute apresentada no Japão A linguagem na arte da ficção Publicada em Estudos lingüísticos e literários franceses pela
Universidade de Seinan-Gakuin 1970
A train 'tis to interzone by Luiz Päetow
All Comments