Da Epístola a Diogneto

Loading...

Sign in or sign up now!
Alert icon
Upgrade to the latest Flash Player for improved playback performance. Upgrade now or more info.
2,445
Loading...
Alert icon
Sign in or sign up now!
Alert icon
There is no Interactive Transcript.

Uploaded by on Jul 19, 2011

Momento de Reflexão
"Carta a Diogneto"
O Cristianismo surgia como uma das maiores inovações criadas na Humanidade.
Revolucionava os valores conhecidos, particularmente aquele da Fraternidade
ou Solidariedade de relacionamento entre os seres humanos.
É considerada a "jóia da literatura cristã primitiva".
A Carta a Diogneto foi escrita cerca do ano 120 d.C.
Trata-se do testemunho escrito por um cristão anónimo
respondendo à indagação de Diogneto, pagão culto, desejoso de conhecer melhor
a nova religião que se espalhava com tanta rapidez pelas províncias do Império Romano.
Impressionado pela maneira como os cristãos desprezavam os deuses pagãos
e testemunhavam o Amor que tinham uns para com os outros, queria saber:
que Deus era aquele em quem confiavam e que género de culto lhe prestavam;
de onde vinha aquela raça nova e por que razões apareceram na história tão tarde.
Esta Carta é um dos mais antigos documentos que conta a vida dos primeiros cristãos;
é de um autor desconhecido, que escreveu a Diogneto.
Apresentamos aqui apenas um pequeno trecho.
Trata-se de uma maravilhosa descrição do "HOMEM CRISTÃO" que transforma o mundo!
CARTA A DIOGNETO
Exórdio
1. Excelentíssimo Diogneto, vejo que te interessas em aprender a religião dos cristãos
e que, muito sábia e cuidadosamente, te informaste sobre eles...
Qual é esse Deus no qual confiam e como O veneram, para que todos eles desdenhem o mundo,
desprezem a morte, e não considerem os deuses que os gregos reconhecem,
nem observem a crença dos judeus; que tipo de amor é esse que eles têm uns para com os outros;
e, finalmente, porque essa nova estirpe ou género de vida apareceu agora e não antes.
Aprovo esse teu desejo...
Da Epístola a Diogneto
Os cristãos:
1. Não se distinguem dos outros homens:
- Nem pela pátria,
- Nem pela língua,
- Nem por um género de vida especial. Efectivamente, eles:
- Não têm cidades próprias,
- Não usam uma linguagem peculiar,
- e a sua vida nada tem de excêntrico.
2. A sua doutrina: não procede da imaginação fantasista de espíritos exaltados,
nem se apoiam, como outros, em qualquer teoria simplesmente humana.
3. Vivem em cidades gregas ou bárbaras, segundo as circunstâncias de cada um e :
-seguem os costumes da terra,
-quer no modo de vestir,
-quer nos alimentos que tomam,
-quer em outros usos; mas a sua maneira de viver é sempre admirável
e passa aos olhos de todos por um prodígio.
4. Cada qual habita a sua pátria, mas vivem todos como de passagem;
em tudo participam como os outros cidadãos, mas tudo suportam como se não tivessem pátria.
Toda a terra estrangeira é sua pátria e toda a pátria lhes é estrangeira.
5. Casam-se como toda a gente e criam os seus filhos, mas não se desfazem dos recém-gerados.
Participam da mesma mesa, mas não do mesmo leito.
6. São de carne, mas não vivem segundo a carne.
7. Habitam na terra, mas a sua cidade é o Céu.
8. Obedecem às leis estabelecidas, mas, pelo seu modo de vida superam as leis.
9. Amam toda a gente e toda a gente os persegue.
10. Condenam-nos sem os conhecerem;
11. Conduzem-nos à morte, mas o número dos cristãos cresce continuamente.
12 São pobres e enriquecem os outros;
13. Tudo lhes falta e tudo lhes sobra.
14. São desprezados, mas no desprezo encontram a sua glória;
15. São caluniados, mas transparece o testemunho da sua justiça.
16. Amaldiçoam-nos e eles abençoam.
17. Sofrem afrontas e pagam com honras.
18. Praticam o bem e são castigados como malfeitores;
e, ao serem executados, alegram-se como se lhes dessem a vida.
19. Os judeus combatem-nos como estrangeiros, e os pagãos movem-lhes perseguições;
mas nenhum dos que os odeiam sabe dizer a causa do seu ódio.
20. Numa palavra: os cristãos são no mundo o que a alma é no corpo.
21. A alma encontra-se em todos os membros do corpo;
- os cristãos estão em todas as cidades do mundo.
22. A alma habita no corpo, mas não provém do corpo;
- os cristãos habitam no mundo, mas não são do mundo.
23. A alma invisível é guardada num corpo visível;
- os cristãos vivem visivelmente no mundo, mas a sua piedade permanece invisível.
24. A carne, sem ser provocada, odeia e combate a alma,
só porque lhe impede o gozo dos prazeres;
25. o mundo, sem ter razão para isso,
odeia os cristãos precisamente porque se opõem aos seus prazeres.
26. A alma ama o corpo e os seus membros, mas o corpo odeia a alma;
e os cristãos amam aqueles que os odeiam.
27. A alma está encerrada no corpo, mas contém o corpo;
28. Os cristãos encontram-se detidos no mundo como num cárcere,
mas são eles que contêm o mundo
29. A alma imortal habita numa tenda mortal;
-os cristãos vivem como peregrinos em moradas corruptíveis,
esperando a incorruptibilidade dos céus.
...

  • likes, 1 dislikes

Link to this comment:

Share to:
see all

All Comments (2)

Sign In or Sign Up now to post a comment!
  • Esta carta é belíssima. Muito obrigado por divulgá-la!

Loading...

Alert icon
0 / 00Unsaved Playlist Return to active list
    1. Your queue is empty. Add videos to your queue using this button:
      or sign in to load a different list.
    Loading...Loading...Saving...
    • Clear all videos from this list
    • Learn more