A leitura meditada

Loading...

Sign in or sign up now!
Alert icon
Upgrade to the latest Flash Player for improved playback performance. Upgrade now or more info.
1,620
Loading...
Alert icon
Sign in or sign up now!
Alert icon
There is no Interactive Transcript.

Uploaded by on Oct 12, 2011

Momento de Reflexão
A Leitura Meditada
Caros Irmãos e Irmãs:
Se calhar, uma das faltas que sentimos necessidade de confessar frequentemente é a de nos distrairmos na oração.
Talvez seja porque o nosso esforço de vencer as distracções é muito fraco.
Esforcemo-nos e saborearemos a doçura da oração.
Ó Senhor, ensinai-me a procurar-Vos, mesmo quando tenho o coração árido e o espírito distraído.
1- A oração vocal bem feita é o modo mais simples de nos entretermos com Deus.
Mas, ao progredir na vida espiritual,
é lógico que a alma sinta necessidade de uma oração interior, mais íntima,
orientando-se assim, espontaneamente, para a oração mental.
Se se apodera dela o atractivo divino, infundindo-lhe uma certa devoção sensível,
a alma não tem dificuldade nenhuma em se recolher em Deus e este exercício torna-se-lhe fácil e suave.
Mas sucede-lhe exactamente o contrário se a alma é abandonada a si mesma
e isto com tanta maior intensidade quanto a excessiva mobilidade da sua fantasia
a torna quase incapaz de fixar o pensamento num assunto determinado.
Sta. Teresa nota que não são poucos aqueles que sofrem destas contínuas divagações,
que «vão para aqui e para ali sempre com desassossego: é a sua mesma natureza ou Deus que o permite» (Cam. 19, 2).
Todos os que se encontram em semelhantes condições, são facilmente tentados a abandonar a oração mental,
pois se lhes tornou tão pesada que mantê-la é empresa quase impossível.
A Santa, porém, é de outro parecer e pensa com insistência que também estas almas podem aplicar-se a ela com fruto,
se bem que devam fazê-lo de um modo um pouco particular que consiste em servir-se da leitura.
«O livro -- diz ela -- ajuda muito a recolherem-se, é-lhes necessário; portanto, leiam embora seja pouco» (Vi. 4, 8).
Não se trata certamente de passar o tempo da oração mental em contínua leitura,
mas de se servir de um livro devoto do qual se tira, de tempos a tempos,
um bom pensamento que sirva para se recolher em Deus, para se pôr em contacto com Ele.
Sta. Teresa do Menino Jesus, que sofria habitualmente de aridez, serviu-se muito deste método.
«Nesta impotência -- diz ela -- a Sagrada Escritura e a Imitação (de Cristo) acodem em meu auxílio;
nelas encontro alimento sólido e absolutamente puro.
Acima de tudo é o Evangelho que me ocupa durante as minhas orações,
nele encontro tudo o que é necessário à minha pobre alminha.
Ali encontro constantemente novas luzes, sentidos ocultos e misteriosos!» (M.A. pg. 213).
2- Sta. Teresa de Jesus -- que antes de ser elevada aos altos estados de contemplação,
conheceu durante muito tempo a aridez e o tormento dos pensamentos importunos durante a oração -- confessa:
«Estive mais de catorze anos que não podia ter sequer meditação sem me servir do livro...
Com este começava a recolher os pensamentos perdidos e mergulhava na oração com prazer...
Muitas vezes lia pouco, outras muito, conforme a mercê que o Senhor me fazia» (Cam. 17, 3; Vl. 4, 9).
Acima de tudo é importante escolher um livro próprio para despertar a devoção,
como são de modo geral os escritos dos Santos.
Habitualmente será preferível um livro já lido,
cuja eficácia experimentámos e no qual talvez tenhamos assinalado as passagens que mais nos impressionaram
pois, com um livro novo, encontrar-nos-emos um pouco desorientados e até expostos à tentação de ler por curiosidade.
Também é necessário evitar a escolha de autores demasiado especulativos e recorrer antes aos mais práticos,
mais afectivos, pois não se trata de instruir-se ou de estudar, mas de fazer oração,
a qual consiste muito mais no exercício do amor do que no trabalho do espírito.
Ler-se-á só aquilo que for suficiente para pôr a alma em estado de se entreter com Deus.
Portanto, logo que o que tivermos lido -- e pode ter sido só uma frase
suscite em nós bons pensamentos e santos afectos capazes de ocupar devotamente o nosso espírito,
é preciso suspender a leitura e voltarmo-nos directamente para o Senhor para meditar na Sua presença os pensamentos lidos,
para saborear em silêncio a devoção que nos despertou no coração, ou para Lhe dirigir os afectos que a leitura nos inspirou.
Mais ou menos como fazem os pássaros quando bebem: inclinando a cabeça para a água,
sorvem uma gota e depois, levantando o bico para o céu, engolem-na pouco a pouco; depois recomeçam.
Assim também nós: inclinamos a cabeça para o livro devoto para recolher alguma gota de devoção e, depois,
levantamo-la para Deus, deixando que o nosso espírito fique todo impregnado por ela.
Desta maneira não será difícil que a oração, iniciada com a leitura, termine num colóquio íntimo com Deus.
Rezemos:
...

  • likes, 2 dislikes

Link to this comment:

Share to:
see all

All Comments (0)

Sign In or Sign Up now to post a comment!
Loading...
Alert icon
0 / 00Unsaved Playlist Return to active list
    1. Your queue is empty. Add videos to your queue using this button:
      or sign in to load a different list.
    Loading...Loading...Saving...
    • Clear all videos from this list
    • Learn more