MENINO DO RIO (1981)

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Uploaded by on May 3, 2010

Trilha Sonora do filme "Menino do Rio"
Música: Garota Dourada
Interprete: Radio Taxi

Menino do Rio, clássico do cinema nacional dos anos 80, inspirado na canção que alçou uma iniciante Baby Consuelo ao estrelato, composta por Caetano Veloso, esse inspirado pelo garoto boa praça Petit, figura fácil nas areias do Arpoador que no seu auge era o símbolo do astral único do carioca que vive à beira mar, recarrega as suas forças no sol e acha o máximo as simples coisas da vida.

O filme é repleto de nomes conhecidos até mesmo da moçada mais jovem. Na frente das câmeras a história é defendida por André de Biase (o menino do título e também co-autor do argumento do filme), o seu amor improvável vivido por Cláudia Magno, e os muito, mas muito jovens Evandro Mesquita, Cissa Guimarães, Sérgio Mallandro, Cláudia Ohana, Ricardo Graça Melo e Nina de Pádua, como os amigos do nosso herói.

Por trás das câmeras temos o hoje novelista global Antonio Calmon na direção e Bruno Barreto na produção. As músicas que embalam o filme de autoria de Lulu Santos, Nelson Motta e Guilherme Arantes estão presentes até hoje nas nossas vidas (como De Repente, California, de Lulu, e Garota Dourada, de Nelson Motta) e causam comoção não apenas naqueles que viveram a época das quais são símbolo. A geração dos anos 80 deixou muito de herança para seus sucessores.

A produção narra a história de Valente (André de Biase), jovem praticante do surfe e vôo livre, adepto de uma vida pra lá de simples, que acaba se envolvendo com Patrícia (Cláudia Magno), garota rica da auta sociedade e cheia de conflitos internos. Entre muitas ondas e rodas de violão, o Rio de Janeiro se revela quase que secreto em alguns pontos, que hoje são super popularizados, como onde Valente salta de asa delta (a pedra Bonita ainda não possuía nem acesso facilitado ao local, nem pista de salto) ou onde Valente mora (uma casinha na beira da praia de um Recreio dos Bandeirantes longínquo e quase inabitado, reduto de, como ele mesmo, verdadeiros bichos do mato).

Imagens como essa acabam por ser um delicioso documento de uma época não muito distante, mas antiga o bastante para apresentar uma outra paisagem, o que se torna histórico e super interessante à nova geração.

A produçao veio com ar de pioneira, trouxe a proposta de levar a juventude brasileira para as grandes telas, e apesar de ter dado muito certo (o filme foi um sucesso de público e ainda gerou uma continuação Garota Dourada) não conseguiu estimular os investidores a apostar no gênero mais vezes, depois dele, não vimos mais quase nada voltado para a juventude exclusivamente, com exceção de Jorge Furtado, que nos entregou o bem escrito e pra lá de simpático Houve uma vez dois verões, em 2003. Infelizmente, não temos mais quase nenhum exemplo.

Ao fim da sessão, um tom de leveza e sobretudo inocência, paira no ar. Dos diálogos às tomadas, das interpretações dos jovens atores ao desenrolar da história, tudo tem um gostinho de começo, nunca soando ruim ou mal realizado, mas com um tom de tentativa, daquilo que está se experimentando pela primeira vez, e que irá se tornar maduro lá na frente, no futuro.

A incurção dos personagens pelos dramas de relacionamentos amorosos ou da própria vida em si é levada de forma branda, mas nunca artificial. O filme foge do tom sensual da música que lhe serviu de inspiração (as cenas de nudez são diluídas na trama e nunca soam apelativas, servem apenas para construir a imagem de uma juventude livre e que não é regida por falsos pudores) e passa longe do tom pesado da vida que o verdadeiro menino do rio acabou tendo no fim (Petit, que no auge era sinônimo de saúde e beleza, acabou se afundando no mundo das drogas e suicidou-se ainda muito jovem).

Hoje, vinte e nove anos depois do seu lançamento original, Menino do Rio deixa um sentimento de saudade. A vida levada por Valente e sua turma é digna de inveja nos dias de hoje, pois é pautada na saúde, na tranquilidade e na paz. A inocência pertencia a todos (a história nem sequer apresenta um grande vilão, no máximo um bobo perdido) e os conceitos de amizade, família e amor são exaltados como hoje raramente vemos acontecer por ai. A vida é vivida ao máximo, sem grandes preocupações ou tristezas, mesmo ela nem sempre sendo o que esperávamos.

Vinte e nove anos depois, Menino do Rio não cheira a mofo ou poeira que os anos poderiam ter acumulado. Tem cheiro é de mar, de maresia, juventude e inocência. Inocência essa que precisamos mesmo é resgatar.

Category:

Film & Animation

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All Comments (4)

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  • a meus 15 ano primeiro amor vanesa

  • @fabingo1000 Pelo jeito você estava no filme, né?

  • Parece mentira mas a Cissa na minha opiniao é mais bonita agora depois de 30 anos.

  • eu lembro desse filme só tinha viado,chincheiro e puta kkkkkkkkk

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