Fala do Homem Nascido
Poema: António Gedeão
Música: José Niza
Venho da terra assombrada,
Do ventre de minha mãe;
Não pretendo roubar nada
Nem fazer mal a ninguém.
Só quero o que me é devido
Por me trazerem aqui,
Que eu nem sequer fui ouvido
No acto de que nasci.
Trago boca para comer
E olhos para desejar.
Tenho pressa de viver,
Que a vida é água a correr.
Venho do fundo do tempo;
Não tenho tempo a perder.
Minha barca aparelhada
Solta o pano rumo ao norte;
Meu desejo é passaporte
Para a fronteira fechada.
Não há ventos que não prestem
Nem marés que não convenham,
Nem forças que me molestem,
Correntes que me detenham.
Quero eu e a Natureza,
Que a Natureza sou eu,
E as forças da Natureza
Nunca ninguém as venceu.
Com licença! Com licença!
Que a barca se fez ao mar.
Não há poder que me vença.
Mesmo morto hei-de passar.
Com licença! Com licença!
Com rumo à estrela polar.
(in "Cantaremos", Orfeu, 1970, reed. Movieplay, 1999)
TÃO ACTUAL
iequi 1 month ago
fonix isto ee musica revolucionaria tenhao-me do pa
kakeixen 2 months ago
Não é um pardal é um periquito
orama1962 2 months ago
Fraco gosto a quem inseriu aqui a porcaria do pardal de telhado irritnte. irritante, Adriano merece respeito ao menos uma toutinegra.
Cravodomonte1 3 months ago
O cantar do passaro irrita-me na música de resto exelente!!
coelhone10 6 months ago
Engraçado é que quem canta esta musica "quase" aparece nesta fotografia,da-do que o Zéca está a colocar o micro a jeito para o Adriano cantar.
Ryhson 10 months ago
Uma velha maravilha, esquecida,amada e odiada...a vida é para viver em paz !
Neroscot 11 months ago
@rogergaita concordo em absoluto - já cansa o perfeccionismo actual que quando chega ao palco se revela uma treta pegada, salvo raras excepções!
ryutete 1 year ago
O que é giro é que esta canção está a ser cantada pelo Adriano e ele nem aparecena fotografia!... Vêem-se o Zeca, o Fausto, o Vitorino, o Manel Freire, o Zé Mário, mas o Adriano nikles...
Jocca41 1 year ago
Prof. Rómulo de carvalho, grande senhor...
jackalheira 1 year ago