Neste filme, Jaime é um jovem e solitário bandoleiro que vaga pelos povoados do interior praticando assaltos. Em uma fuga, leva um tiro e é acolhido pela família da ingênua Dorinha, por quem se apaixona. Mas o destino reserva surpresas amargas para o aventureiro. Por amor a Dorinha, Jaime se entrega à polícia. Ao sair da prisão, contudo, tem de enfrentar o sanguinário Xavier.
O primeiro longa-metragem escrito e dirigido por José Mojica Marins não pertence ao gênero que o consagrou, o filme de terror. A sina do aventureiro é um faroeste cabloco (ou western feijoada, na definição do pesquisador Rodrigo Pereira), vertente prolífica, mas desprezada pela historiografia clássica do cinema brasileiro. Insere-se, portanto, na tradição mais ampla dos filmes rurais de aventura, território que compreende nomes tão heterogêneos quanto significativos como E. C. Kerrigan, Amilar Alves, Luiz de Barros, Humberto Mauro, Eurides Ramos, Antoninho Hossri, Victor Lima Barreto, Carlos Coimbra, Wilson Silva, Osvaldo de Oliveira, Reynaldo Paes de Barros, Edward Freund, Ozualdo Candeias, Tony Vieira e Rubens Prado.
O intuito de dialogar com um dos gêneros mais populares do cinema aponta o que a direção de cinema significa para Mojica: comunicação direta com o público. Daí ser o próprio cinema o seu principal universo de referências. Se em 1958 ano em que o filme foi lançado isso ia de encontro ao ideário nacional-popular defendido pelos realizadores independentes ligados à esquerda. Por outro lado, antecipava em pelo menos dez anos a corrente contracultural dos cineastas ditos marginais, marcada pelo culto ao filme de cinema: O natural é tão falso como o falso. Somente o arquifalso é realmente real, diria Rogério Sganzerla, com admiração, sobre o criador de Zé do Caixão.
este filme foi rodado na fazenda de meu pai , ISMAR JACINTHO , em Sao José da Bela Vista interior de SP. bons tempos
ismar577 8 months ago
@ismar577 Poxa, que bacana.
fou falar pro Mojica que vc deisxou mensagem.
Abraço.
luckfinger 8 months ago