Mar do Meu Mundo e Moleque de Favela - Banda Maneva no Show Livre Day

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Uploaded by on Dec 1, 2011

Banda Maneva tocando 'Mar do Meu Mundo' e 'Moleque de Favela' no Show Livre Day no dia 30 de novembro de 2011.
Composição (Mar do Meu Mundo): Tales de Polli
Composição (Moleque de Favela): Tales de Polli / André Vinte9 / Felipe Sousa




Mar do Meu Mundo - Banda Maneva

Nos olhos um azul profundo revela sua alma,
No Mar do meu mundo,
Eu sempre fico no cais.
As águas são claras,
São calmas,
Mas sempre da medo de atravessá-las,
Não sei o que encontrar.
Cor tão bela,
Não dá trela,
Pro meu barco marrom.
Não navega,
Abro a vela,
Mesmo sem ter vento bom.
À deriva a hora são segundos,
Não perco minha calma,
Sou filho do justo,
Espero o que precisar.
Tenho na minha consciência,
Não posso viver no escuro da ausência,
Dos olhos que gosto de olhar.
Cor tão bela,
Não dá trela,
Pro meu barco marrom.
Não navega,
Abro a vela,
Mesmo sem ter vento bom.
Lá quando tem chuva,
As águas não ficam turvas,
Só realçam o azul do meu mar.
Nem um problema que surja,
Nada mais me preocupa,
Que ver meu mar chorar.



Moleque de Favela - Banda Maneva

Deixa o moleque correr,
Deixa o menino brincar,
Dê asas para voar,
Mas cuida pra não se envolver se vê.
Então registre moleque ligeiro,
Está no radinho fazendo dinheiro,
Não tem carteira, mas dá o piloto,
Rasgando a favela em cima da moto,
Quem vai lhe pegar?
Mais um moleque perdido no beco,
Jogava bola descalço, o chão em sua face o fazia feliz,
E nas viagens sonhava em ser Bob Marley,
E nas rimas almejava ser o Racionais,
Com os amigos e tal cantando um fundo de quintal,
Desandou geral na escola ele anda mal.
E a vida vai voraz, sempre veloz demais,
Quantas famílias já perderam a paz,
E a vida vai voraz, sempre veloz demais,
Quantos moleques não estão entre agente mais.
Marcas do sofrimento, realidade perversa,
Enquanto existem sapatos pisando em tapete persa,
Num mundo globalizado, onde a pobreza nos cerca,
Além de pilantras fardados, que lutam sua própria guerra.
No glamour do crime, molecada ligeira,
Bem armada, de campana na subida da ladeira,
Está longe o futuro que reflete a esperança,
E sem poder brincar agora já entrou na dança.
Barulho de bala enquanto crescia,
Em meio ao caos, choro abafado, fazia a sua poesia,
Mostrando a dura realidade de ser quem ele era,
Um soldado destemido, um moleque de favela.

Lembrando que era apenas passagem de som!

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Music

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