O COSMOS É TUDO O QUE EXISTE, QUE EXISTIU OU QUE EXISTI-RÁ. Nossas contemplações mais despretensiosas do Cosmos nos induzem — háum calafrio na espinha, uma perda de voz, uma sensação de vazio, como em uma memória distante, de uma queda a grande altura. Sentimos que estamos próximos do maior dos mistérios. O tamanho e a idade do Cosmos estão além da compreen-são humana. Perdido em algum local entre a imensidão e a eter-nidade, está o nosso diminuto lar planetário. Sob uma perspectiva cósmica, a maioria dos objetivos humanos parece insignificante, até mesmo mesquinha, embora nossa espécie seja jovem, curiosa e corajosa, e encerre grandes esperanças. Nos últimos milênios fizemos descobertas assombrosas e inesperadas sobre o Cosmos e sobre o nosso lugar nele, explorações que anseiam ser conside-radas. Elas nos lembram que os seres humanos evoluíram para perguntar sobre si mesmos, que compreender é uma alegria, que conhecimento é um pré-requisito para sobreviver. Acredito que o nosso futuro dependa de quanto saibamos sobre este Cosmos noqual flutuamos como uma partícula de poeira em um céu matutino.
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