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Mudança de nome do Estádio do Tricolor Serrano

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Uploaded by on Jul 4, 2010

ABERTA A CAMPANHA PARA A MUDANÇA DE NOME DO ESTÁDIO ESTADUAL PRESIDENTE EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI, EM ITABAIANA (SE)!!!

Gilmar Carvalho quer retirar nome de militar de estádio

O estádio de futebol de Itabaiana, que leva o nome do ex-presidente e general Emílio Garrastazu Médici, pode trocar de nome. É o que pretende o deputado estadual Gilmar Carvalho (PSB), que encaminhará uma indicação ao governador Marcelo Déda sugerindo a mudança.

O deputado, que é radialista, disse que a proposta surgiu no rádio, ao ouvir a sugestão oferecida pelo ouvinte Aloísio Menezes. "Ele disse que não aceitava que o estádio de futebol tenha o nome de um ditador", explicou.

De acordo com Gilmar Carvalho, Médici comandou a ditadura no Brasil nos seus piores momentos. "Os porões da ditadura mataram, torturaram, não tiveram misericórdia. Ele tapeou a população com a Seleção Brasileira de futebol", comentou.

"Em lugar do nome de Médici - explicou o deputado - será sugerido o nome de um sergipano que não é meu aliado político, de temperamento tão difícil quanto do radialista e ex-técnico da Seleção Brasileira, João Saldanha. Ele era um homem difícil, mas um profissional correto. Lembro que questionaram a convocação do jogador Reinaldo, e ele disse 'não estou convocando Reinaldo para casar com minha filha'".

Gilmar se referia ao ex-deputado federal e dirigente esportivo JOSÉ QUEIROZ DA COSTA, que comandou o time do Itabaiana em seus melhores momentos. O deputado lembrou o momento em que time serrano venceu o Internacional/RS em pleno Beira-Rio e foi Campeão do Nordeste e vice do Norte/Nordeste em 1971. "Ele muito fez pelo futebol sergipano e pelo time do Itabaiana".

Médici

Emílio Garrastazu Médici foi presidente da República entre 30 de outubro de 1969 e governou até 15 de março de 1974. Esse período é conhecido como "os anos negros da ditadura". Médici usou a força para conter os movimentos estudantil e sindical, silenciados brutalmente pela repressão policial.




O fechamento dos canais de participação política levou a esquerda a optar pela luta armada e pela guerrilha urbana. O governo respondeu com mais repressão. Lançou também a campanha publicitária, com o slogan "Brasil, ame-o ou deixe-o". O endurecimento político foi respaldado pelo "milagre econômico", crescimento do PIB, diversificação das atividades produtivas, concentração de renda e surgimento de uma nova classe média com alto poder aquisitivo




A repressão à luta armada cresce e uma severa política de censura é colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística são censuradas.

Muitos professores, políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-Codi ( Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna ) atua como centro de investigação e repressão do governo militar. Ganha força no campo a guerrilha rural, principalmente no Araguaia. A guerrilha do Araguaia é fortemente reprimida pelas forças militares. Foram os "anos de chumbo".

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