A vídeodança Água das Origens procura celebrar imagens dos corpos em enraizamentos imaginários, através de uma transpoética telúrica, que vincula o ser humano à natureza. Água das Origens é um convite para penetrarmos na seiva cristalina das veias do Rio Preto do Parque Nacional de Itataia. Ela surge com as águas calmas onde se banharam nossos primeiros sonhos, como nos diz o autor do poema homônimo Eau des Origines que é declamado na tecitura das imagens do percurso de um andarilho.
Trata-se de uma screen choreography do Projeto Corpos Telúricos. Tem como vertentes criadoras o entrelaçamento do pensamento de Gaston Bachelard com a Land Art, a Body Painting e a pesquisa coreográfica ligada as concepções do corpo na dança de Helenita Sá Earp.
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