Hélio Marginal, Oiticica herói.
Por Gilberto de Abreu
Um dos nomes mais significativos da arte brasileira de todos os tempos, Helio Oiticica (1937-1980) cunhou a polêmica frase Seja marginal, seja herói num trabalho em que a figura central era o bandido Cara de Cavalo morto, estirado no chão. Como poucos, transitou entre as culturas de vanguarda e popular, bebendo em ambas as fontes sem a menor cerimônia. Sua arte é hoje objeto de análise de estudantes, estudiosos e entusiastas da história da arte brasileira e mundial.
Nos anos 50, Helio Oiticica pintava ao som de Ângela Maria e Cauby Peixoto, e na década seguinte freqüentava o morro da Mangueira, tornando-se passista da escola de samba. Nos anos 70, morando em Nova York, radicalizou fazendo biscates. Trabalhou inclusive para o tráfico de drogas e quase teve o mesmo fim do bandido que celebrizou.
Os irmãos Cláudio e César que desde 1996 dirige o Centro de Artes Hélio Oiticica, no Centro do Rio foi quem pagaram a conta e o livraram de morrer.
Este vídeo foi produzido para o blog Supergiba, por ocasião da exposição Penetráveis, em cartaz no Centro de Artes Helio Oiticica em 2008/09. A mostra reúne seis trabalhos da série Penetráveis, que ocupam os três andares do Centro de Arte: "PN1", "Tropicália", "ÉDEN", "Rodhislandia: Contact", "PN 27 Rijanviera" e o inédito "Macaléia", produzido a partir de anotações, esquemas e textos conceituais que Oiticica escrevia compulsivamente.
Leia a íntegra desse artigo no blog supergiba.
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música: Paradeiro, de Arnaldo Antunes, com Gal Costa.
Parabens, otimo video.
fabiodesouzapy 2 years ago