Não há construção sem destruição.
Era Mao Tsetung quem dizia esta verdade. Porém ainda são poucos os que compreendem a justeza desta afirmação. Analisemos um caso particular,o do aumento da passagem.
Muitas pessoas se revoltam com o valor da tarifa,como o povo de Santo Antônio do Descoberto,interior de Goíás,que cansado com isso e outros problemas,enfrentou a polícia e incendiou um ônibus.
Há pessoas(umas até sem ma-fé) que dizem,e os donos das empresas de ônibus agradecem,que quebrar os ônibus ou incendiá-los só vai fazer com que haja mais demora nos pontos,e que por isso é melhor protestar pacificamente. Esse é um dos argumentos mais utilizados pelos defensores da possiblidade da paz sob as armas e balas do imperialismo. Mas é um argumento unilateral e superficial,que perde seu fundamento quando analisamos as coisas do ponto de vista científico.
Todos nós sabemos que durante várias décadas os operários trabalharam 14,15,16 horas ou até um pouco mais do que isso(e hoje sem dúvida isso ainda não acabou) por dia. Sabemos também que foram suas lutas,e não a bondade desse ou daquele patrão, que arrancaram o direito de trabalhar por 8 horas.
No começo dessas lutas,os operários cruzavam os braços,davam prejuízos para os patrões,mas também sofriam muito com a fome na família,com as dívidas e a incerteza de manter o emprego durante as greves.
A história mostra que somente com luta,com prejuízos para os dois lados,é que se conquistam direitos.
Se os trabalhadores que passavam 15 horas numa fábrica só vissem o lado negativo das greves,será que eles teriam conquistado seus direitos?
Não,não mesmo.
Os direitos se conquistam e se mantêm com duas armas: organização e rebelião. Esta é uma das leis da luta do povo. Se quisermos conquistar melhorias no transporte,incluindo o passe-livre estudantil,temos que analisar as coisas de forma multilateral (analisar todos os aspectos da luta e não um só) e profunda,ou seja,romper com as aparências e ir até a essência das coisas, e dessa análise,devemos retirar nossas táticas de luta. Além,disso,temos que aprender que cada luta,cada revolta por direitos,tem como objetivo não conquistar um direito que amanhã é retirado,mas sim preparar as massas populares para a conquista do Poder.
A rebelião se justifica!
Ideia de Fran"che"sco e edição de Rodrigo Timm.
"E ouvireis de Guerra e rumores de guerra..."
Nickhsil 8 months ago
Não há construção sem destruição. isso ai
petar288 1 year ago