Clipoema: Anjo caído, de Carlos Brunno S. Barbosa

Loading...

Sign in or sign up now!
Alert icon
Upgrade to the latest Flash Player for improved playback performance. Upgrade now or more info.
67 views
Loading...
Alert icon
Sign in or sign up now!
Alert icon

Uploaded by on Sep 19, 2011

Versão minimalista-expressionista-experimental-abstrata do poema "Anjo caído", publicado em "O último adeus (ou O primeiro pra sempre)", de Carlos Brunno S. Barbosa. Produzido para esses novos tempos de assassinatos sem motivos e grandes crises sociais, emocionais e existenciais, uma revisitação a um poema extremamente inspirado na canção "O livro dos dias", de Legião Urbana. Abaixo o poema, em sua versão original, como foi lida (retomei alguns versos dos originais que havia erroneamente alterado no poema publicado em livro):

Anjo caído

Em algum planeta distante passeei durante meu sono
e respirei emoções que no meu mundo fugiam de mim
boca beijo desejo -- há séculos não percebia estas palavras
em meu dicionário desatualizado vocabulário ruim
mas o paraíso dos meus sonhos não é meu lar...
Sou anjo caído -- tenho obrigação de me levantar
no mundo dos homens dignos traficantes de imperfeição.
Se na ilusão existem grandes esperanças,
nesta terra a única palavra que ouço é não
e a mulher do meu paraíso transforma-se
em minha exata oposição...
Entre depressões e homicídios
me recordo de meus sonhos passados não realizados
distanciados agredindo meu sorriso
violado pelas armadilhas diárias
enquanto meu coração bate devagar
sem sentido sem sentir
o carinho de uma emoção completa concreta.
Amor é substantivo abstrato porque não me toca
e a vida existe porque consigo respirar
a fumaça dos carros do cigarro em meus lábios.
Sou descendente de Ícaro
- minhas asas caíram nos vícios terrestres
e meu corpo não sabe como voltar pro céu infinito... E-
terna em mim somente a fagulha de tristeza
que aos poucos perfura meu cão coração
e a raiva aventura-se por meu corpo: estou doente
carente de um remédio que não está nas farmácias
muito menos em tuas pequenas frases
cujas palavras só agravam minha enfermidade
neste mundo de pés-no-chão.
Aguardo que as ondas tragam de volta minha me-
tade, mas tu és a dona do mar e do mas.
Sem vontade minhas asas permanecem
mergulhadas na solidão destas águas salgadas
e sem asas eu sou nada
nada de mas, nada mais que um anjo caído
procurando na terra
sentimentos que só o céu me traz.

Category:

Entertainment

Tags:

License:

Standard YouTube License

  • likes, 0 dislikes

Link to this comment:

Share to:
see all

All Comments (0)

Sign In or Sign Up now to post a comment!
Loading...

Alert icon
0 / 00Unsaved Playlist Return to active list
    1. Your queue is empty. Add videos to your queue using this button:
      or sign in to load a different list.
    Loading...Loading...Saving...
    • Clear all videos from this list
    • Learn more