Homenagem a José Mojica Marins, o Zé do Caixão (diretor, produtor, roteirista e ator brasileiro), foi o primeiro cineasta a produzir filmes de horror no Brasil. Com base na improvisação e enfrentando a falta de recursos técnicos, Zé do Caixão, como ficou conhecido.
Fez cerca de 30 filmes, alguns de aventura, comédias e até pornochanchadas. Atraído pelo cinema e pelo teatro desde cedo, aos 17 anos fundou, com a ajuda de amigos, o estúdio Companhia Cinematográfica Atlas (depois Companhia Cinematográfica Apolo), no bairro do Brás, onde dava aula de cinema e fazia testes, utilizando animais vivos, como aranha e ratos, em cenas de terror.
Nos anos 70 teve seus filmes censurados. Na década seguinte, caído no esquecimento, entrou para a pornochanchada, realizando o filme "24 Horas de Sexo Ardente" (1984), "48 Horas de Sexo Ardente" (1986) e "Dr. Frank na Clínica das Taras" (1987).
Descoberto pela crítica internacional, foi elogiado nas páginas das revistas norte-americanas Cult Movies e Billboard e da francesa Cahiers du Cinema.
Sua obra cinematográfica, de fato, merece destaque pelo que tem de mambembe, de circense e da tradição da cultura popular brasileira, tudo isso transposto - sem a menor cerimônia - para a linguagem cinematográfica.
(UOL Educação)
SAMBA DO VAMPIRO (HOMENAGEM A ZÉ DO CAIXÃO)
Rui de Carvalho e Bruno Liberati
Um dia, um vampiro atrevido
Foi de súbito atraído
Queria beber muito sangue
Grunhindo, caninos feito navalha
Já cansado da empregada
Na Vila Mimosa atacava
E aí, mal chegou pegou uma dama
Dizendo ser cabra macho
Vou quebrar você na cama
Então, um segurança invocado
Interpelou o safado,
Num alvoroço danado
O cara tava era tarado...
A turma toda agitada, gritava
Chama os home do distrito
Esse vai levar porrada
E logo, o vampiro meliante
Foi autuado em flagrante
Quando ecoou sua risada
Bem perto, um cara gritava ação
Dizendo, é uma exclusiva
Eu sou da Televisão
Close, foca no canino dele
Concentra nos olhos vermelhos
Bota o cara no caixão
E aí, o vadio com moral
Dizendo ser imortal
Cobrava direito autoral
Foi logo, fazendo novela das sete
Foi comedor de gilete
Virando tremenda atração
Agora, só freqüenta o Leblon
Dizendo ser muito fashion
Ouvindo um tremendo som
Que sangue, só toma agora sangria
E se previne da AIDS
Usa sempre camisinha
Saudoso, fala dos seus ancestrais
Virgens de todas matizes
Dos tempos imemoriais
São lindas, donzelas de fino trato
Aí que saudade, relembra
Eram vampiros de fato
Esse vampiro é um barato
Minhas músicas e vídeos:
www.myspace.com/ruidecarvalho
www.mysapce.com/ruidecarvalhoecologia
Meu Design e Pinturas:
http://www.flickr.com/photos/13601090@N06/
Thank you I love the song too, do you have the lyrics?.
DeleriosoAnormal 2 years ago
Preciso do seu email para enviar a letra do samba! Rui
ruidecarvalho2 2 years ago
meu email certo: ruidecarvalho2@gmail.com
ruidecarvalho2 1 year ago