[tube 125] Uncle bart comes to have breakfast - cyber chaotic zen paradox - 2008

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Uploaded by on Jun 11, 2011

«From fragments of some (other) space free jazz in 'Interlude...' to the perversion of a spoken word in 'Metamorphosis...', going through the post-minimalism of 'Cyber Chaotic Zen Paradox', it's a whole universe almost cinematographic -- which goes beyond transcending labels and classifications -- the one that we are given to discover in this excellent work from 'Uncle Bart comes to have breakfast'.

Deep spaces of deceiving sound weirdness, where the ripping of pseudo-narrative perspectives intertwines with timbric instrumental explorations, in the quest for a new and rigorous sound.
Music in which distant and disperse 'ethnics', permeate a never-ending journey of disturbing beauty, in an apparent noise amalgam.» - Carlos Zíngaro

This album is not as much music at it is art. The story you will hear has been written about 80 years ago; it's "Die Verwandlung" (Metamorphosis) by Franz Kafka. Kafka was one of those authors that couldn't really earn money with his writing - but what those people wrote changed the way of thinking and the history of literature. His stories and novels have often been discussed. Now "Uncle bart comes to have breakfast" mixes up the text with sometimes strange audial settings. He cuts, breaks, returns back again, flips the story around - gets it all dynamic and slow if the text conducts it. And so I can't do anything else than announce the most aesthetic audial work this year so far.»
- Stratosphera / June 2008

«Ponham só os ouvidos (e bem alto, se possível) no novo projecto de Tiago Morgado, curador da XS Records (concepção, estrutura, programação, processamento, viola alto) e companhia convidada, que neste caso compreende o poeta japonês Kenji Siratori, voz recitativa cibernética; João Tavares, guitarra eléctrica processada; Nuno Reis, trompete; João Martins, saxofones; Henrique Fernandes, contrabaixo; e Gustavo Costa, bateria e percussão. Uncle Bart Comes to Have Beakfast, sai-se com Some paradoxes about the human existence and its arquetips, título comprido que designa uma inebriante sequência musical montada ao longo da meia dúzia de sets que se vão alternando, movimentos compactos e saturados, denominados "metamorfoses" e "interlúdios", ciclo que se encerra com o espantoso movimento de Cyber Chaotic Zen Paradox. Diário de bordo duma apelativa, exploratória e obsessiva viagem pelos labirintos da criação noise-electroacústica, da improvisação livre e da música experimental de lavra lusa, com acentuado cunho ficcional, testemunha o desassossego e o bom gosto estético que felizmente tomou conta de algumas mentes criativas.»
- Eduardo Chagas [Jazz e Arredores] / June 01, 2008

«Excelente novidade; daquelas de vidrar, daquelas que nos despertam os sentidos. Todos os sentidos; o que é bom.
É isso que Tiago Morgado e uma mão cheia de bons amigos - Kenji Siratori - texto e voz, João Tavares - guitarra ultra processada, Nuno Reis - trompete, João Martins - saxofone, Henrique Fernandes - contrabaixo e Gustavo Costa - percussões, nos oferecem no seu novo registo com Uncle Bart comes to have breakfast. Apresentado com o extenso título de "Some paradoxes about the human existence and its arquetips", Tiago Morgado tenta alinhavar aqui uma explicação para a concepção de um qualquer mundo; que é o seu, que é o nosso, que é o de todos. Quem sabe? É o que o move em parte neste seu projecto, aqui exibido segundo uma fórmula de brilho intenso; original e cativante. Isto é, a solução tem um título: "Some paradoxes about the human existence and its arquetips". São sons da coisa humana.
Estruturado conceptualmente em "metamorfoses" e "interlúdios" - com um "Cyber Chaotic Zen Paradox" final, é a ideia de experimentação total que faz de Uncle Bart comes to have breakfast e deste registo aquilo que ele é: uma extraordinária e exploratória viagem pelos sentidos; um discorrer de sensações. Organizado em duas camadas - as "metamorfoses" e os "interlúdios", que se vão sobrepondo até à síntese final, estas vão explorando genericamente e à vez, ora uma ideia de free jazz, bem livre, nos interlúdios que unem as metamorfoses, e uma outra de spoken word, suportada pelos característicos textos de Franz Kafka; tudo numa densidade que nos transporta até à síntese pelos escritos do cyberpunk Kenji Siratori. O resultado é um inspirado puzzle sonoro, fruto de uma exploração combinatória de vários modelos sonoros, de uma multiplicidade de formas que se relacionam e completam - nas partes e no todo.
Podia nem bater muito certo, mas para o caso, saiu uma das edições mais interessantes lançadas este ano via netlabel.
A ouvir, já!»
- Rui Dinis [A Trompa] / May 28, 2008

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