Guimarães não tem centro nem periferia, existem apenas diferentes camadas de cidade que se interligam e inter-relacionam podendo cada umas das camadas ser considerada centro ou periferia.Guimarães não tem o layer city porque a cidade, tanto no que pode ser considerado centro ou periferia não possui uma escala que a permita identificar como tal. Na nossa opinião o que existe é um território dominado pela mescla de town e village, que acaba por se transformar num território mais longínquo em isolate. Denota-se claramente uma diferença entre isolate, e town e village, sendo que entre estas duas camadas as diferenças são quase inexistentes não no sentido literal de existência mas sim pelo facto de estarem interligadas e a escala das mesmas ser aproximada.Esta diferença quase nula é o que permite que as diferentes camadas da cidade possam ser consideradas tanto centro como periferia, sendo que o critério de avaliação depende do habitar e da maneira como habitamos. Exploramos esta perspectiva confrontando no nosso filme um habitante do centro histórico e um estudante da Universidade do Minho, estando aqui presente uma dualidade de critérios dependente do habitar, em que o estudante da Universidade do Minho considera o campus universitário e a sua envolvente mais próxima, já que a sua vida gira em torno desse espaço, o centro. O contrário acontece com o habitante do centro histórico, considerando o campus zona periférica.No nosso filme, pretendemos desmaterializar o mito de que o centro histórico e apenas o centro histórico pode ser considerado o centro de Guimarães, utilizando o percurso entre os dois espaços vazios das camadas de cidade que pretendemos retratar. Recorremos, para expressar a nossa ideia, à simbologia de dois percursos opostos.
João Bermudes, Marcelo Carvalho , Humberto Neves, Isabel Coelho, Eugenia Leite
Parece que o asno com palas nos olhos é mesmo o GabKoost - basta visitar Guimarães para perceber que esta é uma cidade diferente. Não se pode incluir Guimarães no mesmo lote que Braga, Barcelos, Famalicão ou mesmo qualquer outra cidade lusa. Visitando Guimarães não temos de procurar muito para se encontrar espaços culturais, desportivos e turísticos.
O centro histórico está bem vivo, a urbanização foi feita de forma reflectida e ponderada - não sentimos estar numa cela urbana cinzenta de betão.
sergioalways 1 year ago
Ou não. Alias. só disse verdades. Podes constatar isso erguendo a pala que levas a frente dos olhos e ouvindo e lendo tudo o que se diz sobre esse assunto. Para além de um centro histórico, onde valha-se a verdade, pouca gente habita, todo o "quadrilátero urbano" " Braga, Barcelos, Famalicão e Guimarães" foi dizimado pela urbanização e poluição. Só um ASNO é que não concordaria com isso.
GabKoost 2 years ago
só dizes asneiras!!!
ranhoca69 2 years ago