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Uploaded by on Jun 21, 2011

O super ministro do executivo de Passos Coelho chama-se Álvaro Santos Pereira. Chamamos-lhe super ministro não porque nos ofereça garantia alguma de que irá fazer um bom trabalho, mas sim porque acumula as pastas da Economia, Emprego, Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações.

Ontem mesmo, o ministro que será hoje empossado definiu as suas prioridades: "Concertação social, emprego e competitividade". Assim, e tendo em conta que tem muito pouco tempo para por em prática as enormes transformações penalizadoras de quem trabalha acordadas com a troika, este ministro dá o sinal de que tentará fazer passar estas medidas na concertação social.
Se João Proença da UGT mantiver a sua habitual política de assinar qualquer papel que dinamite a vida dos trabalhadores, pode ser que este novo ministro possa fazer o papel triste de apresentar as medidas mais gravosas dos últimos 30 anos para os trabalhadores como uma vitória social.

Mas a frase de Santos Pereira acerca das suas prioridades tem mais informação relevante, "emprego e competitividade", para este académico, andam de mãos dadas. E por competitividade, o ministro entende a baixa dos salários, a facilitação dos despedimentos e a redução dos apoios sociais. Como se o problema do emprego em Portugal fosse um problema da oferta (falta de gente para trabalhar) e não de procura (falta de empregos para todos os desempregados).

Aliás, o ministro da Economia e do Emprego afirmou esta tarde, «Tenho a certeza que vamos todos trabalhar em equipa e acho que é importante todos percebermos que o Governo vai trabalhar não só para os portugueses, mas também que temos todos que trabalhar para dar a volta a esta situação», acrescentando que ele próprio é «uma pessoa muitíssimo empenhada no diálogo».

Este ministro é, e não duvidem, um rolo compressor. Num momento em que a taxa de emprego se cifra nos 12,6%, teremos um ministro ocupado com outros assuntos que não o emprego, apesar das prioridades que definiu. Lembramos que é este o homem que defendeu no seu último livro a liberalização completa dos despedimentos.

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Nonprofits & Activism

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