Na reportagem de hoje, os idosos encaram o aprendizado como fonte de vida e inspiração.
O Milton Ubelino é o primeiro da fila em uma turma de alfabetização de adultos, em Campos, no norte fluminense. Ele vende picolés durante o dia e estuda à noite. Depois de quase um mês, já consegue escrever algumas palavras. O aluno aplicado, de 62 anos, está estudando pela primeira vez na vida.
A professora tem um ano de idade a mais que ele. Mesmo já aposentada, a dona Marta não deixa de lado o prazer de ensinar. A recomepensa vai muito além do salário: R$ 250,00.
Mais de 14 milhões de brasileiros são considerados analfabetos, segundo o IBGE, quase 10% da população. A meta da Unesco é diminuir para 6,7% em 2015. Para dona Licy, também nunca é tarde para aprender. Teve 27 irmãos, começou a trabalhar cedo, não estudou quando criança e hoje, nos mostra orgulhosa o diploma: é mais uma brasileira alfabetizada, aos 72 anos.
Já a Maria Vitória se formou há 30 anos em pedagogia. E depois de se aposentar, voltou à faculdade. Desta vez de direito.
E o mundo virtual também tem atraído cada vez mais pessoas com, digamos, mais experiência de vida. Segundo o IBGE, o número de pessoas com mais de 50 anos que acessam a internet no Brasil mais que dobrou entre 2005 e 2009. Esse grupo representa cerca de 15% do total de internautas no país.
Ainda "catando letrinhas", elas se esforçam em um curso para navegarem na Internet.
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