Vamos lá contar as armas
tu e eu, de braço dado
nesta estrada meio deserta
não sabemos quanto tempo as tréguas vão durar...
há vitórias e derrotas
apontadas em silêncio
no diário imaginário
onde empilhamos as razões para lutar!
Repreendo os meus fantasmas
ao virar de cada esquina
por espantarem a inocência
quantas vezes te odiei com medo de te amar...
vejo o fundo da garrafa
acendo mais outro cigarro
tudo serve de cinzeiro
quando os deuses brincam é para magoar!
Vamos enganar o tempo
saltar para o primeiro combóio
que arrancar da mais próxima estação!
Para quê fazer projectos
quando sai tudo ao contrário?
Pode ser que, por milagre,
troquemos as voltas aos deuses
Entre o caos e o conflito
a vontade e a desordem
não podemos ver ao longe
e corremos sempre o risco de ir longe demais
somos meros transeuntes
no passeio dos prodígios
somos só sobreviventes
com carimbos falsos nas credenciais
Vamos enganar o tempo...
Jorge,é essa experiência que soltas agora em poesia.És o melhor e mais sofrido poeta da actualidade. És o Joaquim Sabina Luso.
Mereces o êxito apesar de não te significar nada.A minha mais sincera admiração.
cgzcwq4w 3 weeks ago 2
Do tempo do Cacau da Ribeira, vagueando pela escorregadia lota,com o Tejo a molhar os sapatos,cheirava a peixe e a fruta,a escuridão e a tristeza.Sempre as 05.00,sempre de madrugada,quente dos copos,gingão,boémio....quase triste e muito louco.No meio daquela malta toda o teu brilho era a chama de uma vela a crescer e a extinguir-se , sempre resistente e orgulhosa .
cgzcwq4w 3 weeks ago
Lindooooooo,fdx este gajo tem uma lirica!
Admastor !!!!
tigaovs1 9 months ago
Das minha favoritas.Não há palavras para este homem...
2SMGanG 1 year ago
Fantástico Palma. Revejo-me na maior parte das letras deste senhor.
FerrazNelson 1 year ago