Um ano atrás eu publiquei o seguinte texto como comentário deste vídeo que foi publicado através de uma conta do youtube qualquer:
É de causar nojo quando vejo um humorista (?) com temor de usar seu talento de gozador ante um publicitário. Diante dos outros entrevistados ele se solta, faz gozação à vontade e até com uma certa presença de espírito, mas quando se depara com o Sr. Verba De Patrocínio, o cuzinho aperta. No final do diálogo, se deixa gozar pelo vendedor de luxo. Parece que está falando com o patrão, com uma autoridade...da qual tem medo...e, de fato, está.
Porque não é um artista, é só hábil com as palavras, não tem isenção suficiente, está muito comprometido...é o pão de cada dia que está em jogo.
Uma moça chamada Heloisa indignou-se e perguntou:
-Qual é o seu problema, você deve ser um publicitário falido, frustrado e pouco criativo.
Ao que respondi:
Cara Heloiza, não sou um publicitário falido ou frustrado.
Não sou publicitário. Pouco criativo? Talvez. Sou sim sociólogo, analista social e estudioso do comportamento humano. Você precisaria ler "A Dialética Do Esclarecimento" de Adorno para entender o que eu disse na minha crítica. Propaganda não é arte, é técnica de persuasão e indução comportamental com fins de venda de produto e/ou comportamento. Arte (a verdadeira) é expressão inovadora e não está voltada para venda, pode até ser vendida mas não é feita com essa intenção.
Mas não é como sociólogo que estou falando, porque aqui sou povo, público, observador apenas.
Quando vejo um artista (?) se curvando a um vendedor, noto uma inversão de valores danosa. A mesma inversão de valores que contamina e destrói a relação humana (vide Adorno). No caso, uma inversão que desqualifica o artista enquanto tal e desloca o vendedor da sua posição (nobre como outra qualquer) naturalmente nunca superior em importância criativa a do artista.
Talvez eu tenha superestimado o artista em questão (que nem é humorista, é um gozador). Quanto ao publicitário (sem nenhum demérito, um vendedor de luxo) em nenhum momento o desqualifiquei. Observei que este gozador, quando se defrontou com um publicitário (gerador das verbas de patrocínio) foi MENOS gozador do que quando está diante de outras pessoas que não são publicitárias.
O preconceito é todo do gozador e não meu. Quem diferencia o comportamento é ele. Eu apenas observei.
Agora eu é que pergunto? Porque é que isso te incomodou tanto?
Caros colegas internautas, sabem o que aconteceu? Tiraram o vídeo do ar hehehe.
Daí o vi publicado na conta youtube da emissora:
Postei de novo e disse: ...até que tirem do ar de novo, daí eu posto de novo. Rsrsrs
Pois é, e não é que o pessoal da emissora deletou esse comentário como span!!!
Agora publiquei eu o vídeo na minha conta e, no histórico, publico o meu comentário.
Interessante, um programa que sobrevive às custas da crítica e da gozação, parece não aceitar..........crítica. E eu nem estou sendo gozador hein! Apenas crítico.
"Casa de ferreiro...nem tem espeto"
Um ano atrás eu publiquei o seguinte texto como comentário deste vídeo que foi publicado através de uma conta do youtube qualquer:
saylor194 2 years ago
É de causar nojo quando vejo um humorista (?) com temor de usar seu talento de gozador ante um publicitário. Diante dos outros entrevistados ele se solta, faz gozação à vontade e até com uma certa presença de espírito, mas quando se depara com o Sr. Verba De Patrocínio, o cuzinho aperta. No final do diálogo, se deixa gozar pelo vendedor de luxo. Parece que está falando com o patrão, com uma autoridade...da qual tem medo...e, de fato, está.
saylor194 2 years ago
Porque não é um artista, é só hábil com as palavras, não tem isenção suficiente, está muito comprometido...é o pão de cada dia que está em jogo.
Uma moça chamada Heloisa indignou-se e perguntou:
-Qual é o seu problema, você deve ser um publicitário falido, frustrado e pouco criativo.
Ao que respondi:
Cara Heloiza, não sou um publicitário falido ou frustrado.
saylor194 2 years ago
Não sou publicitário. Pouco criativo? Talvez. Sou sim sociólogo, analista social e estudioso do comportamento humano. Você precisaria ler "A Dialética Do Esclarecimento" de Adorno para entender o que eu disse na minha crítica. Propaganda não é arte, é técnica de persuasão e indução comportamental com fins de venda de produto e/ou comportamento. Arte (a verdadeira) é expressão inovadora e não está voltada para venda, pode até ser vendida mas não é feita com essa intenção.
saylor194 2 years ago
Mas não é como sociólogo que estou falando, porque aqui sou povo, público, observador apenas.
Quando vejo um artista (?) se curvando a um vendedor, noto uma inversão de valores danosa. A mesma inversão de valores que contamina e destrói a relação humana (vide Adorno). No caso, uma inversão que desqualifica o artista enquanto tal e desloca o vendedor da sua posição (nobre como outra qualquer) naturalmente nunca superior em importância criativa a do artista.
saylor194 2 years ago
Talvez eu tenha superestimado o artista em questão (que nem é humorista, é um gozador). Quanto ao publicitário (sem nenhum demérito, um vendedor de luxo) em nenhum momento o desqualifiquei. Observei que este gozador, quando se defrontou com um publicitário (gerador das verbas de patrocínio) foi MENOS gozador do que quando está diante de outras pessoas que não são publicitárias.
saylor194 2 years ago