Musica di Cabo Verde - Arlinda Santos "Bo Corpo Nha Corpo"

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Uploaded by on Apr 5, 2009

Arlinda Santos conta história através da música no seu novo CD Dharma

Dharma é o novo CD da cantora cabo-verdiana, Arlinda Santos, ex-integrante do grupo Simentera e combatente pela libertação da Guiné-Bissau e Cabo Verde.




Dharma é uma palavra de origem indiana que significa virtude, honra, tudo o que é positivo mas também evolução ao nível intelectual, artístico ou cultural, explicou Arlinda.




O disco que já está no mercado, foi produzido nos EUA, em colaboração com o sobrinho da cantora, César Lima, conceituado guitarrista cabo-verdiano radicado na América.

No programa de rádio dominical, Caminho pa Cabo Verde transmitido na estação 97.3 FM, o também cantor Djosinha classificou o álbum Dharma como um trabalho tipicamente cabo-verdiano e obra para apreciar. Outro artista e empresário, Djack de Pina, tem a mesma opinião.

O disco é composto por 10 faixas musicais, e as letras das canções têm um parentesco entre si. Estão ordenadas para apresentar a visão de Arlinda Santos. Ela recorreu à inspiração de outros notórios compositores e artistas como Paulino Vieira, Amândio Cabral, Daniel Spencer, Toy Vieira, Kalú Monteiro e César Lima.

Em entrevista exclusiva aos sites Visaonews.com e Tvisão.com, Arlinda Santos afirmou que quase metade das composições são de sua autoria. Eu não sou poeta nem compositora, mas vou fazendo as composições para suprir a necessidade e sair da rotina de que já estou habituada.

Ela disse que a idéia é fazer pequena história do ciclo de vida para não só cantar mas, sobretudo, por ser fã de grandes composições, interpretações e músicos.

Por isso, Santos seleccionou Cabo Verde poema tropical, de Paulina Vieira pelo facto do arquipélago ser sua origem e de milhares de pessoas que a levou a escrever; (2) Retrote, que poderá caracterizar a sua pessoa ou outra qualquer; (3) Jornada de vida, que se aplica a qualquer cabo-verdiano, levando a pensar e escrever sobre a relação com a terra e convivência; (4) Bo corpo nha corpo que fala sobre a relação cidadão-terra e é o tema escolhido para um video clip a ser produzido por Protown Productions; (5) Sofrimento sem fim que retrata as épocas difíceis como escravatura, regime colonial, tempo de guerra, até libertação do 25 de Abril e independência. Surge na segunda metade do álbum o tema Lua cheia, fonte de inspiração para muitas revelações, que no entender de Arlinda está mais no papel mas não tanto na realidade que faz parte de Um Céu Azul do compositor Amândio Cabral. Este, um cabo-verdiano que emigrou e nunca regressou mas continua a apreciar através doutros céus Cabo Verde, combinado com revelações de amor em Marina, apresentado de forma acanhada e My Love is Here, outra composição de Amândio Cabral, como forma de manifestar a pura paixão e termina com Amor e tão Sabe, de Nhela Spencer que expressa esse sentimento de forma universal.

Do elenco de artistas que participam do trabalho, se destacam, além de César Lima (guitarras), Kalú Monteiro (drums e percussão) , Denis Mota (cavaquinho), Vava Medina (piano), Kosei Yamagouchi (flauta e saxofone), Chantal Lima (coros), Jack Santos (percussão) e Armindo Pires (guitarra rítmica).




Santos declarou, ainda, que por ser uma intérprete de músicas lentas preferiu no Dharma dar mais alegria sobretudo aos temas de Amândio Cabral para tentar satisfazer a todos.




Percurso

Arlinda Santos começou a cantar aos 13 anos de idade. Ela iniciou a gravar desde os 14, na então rádio Barlavento, até que emigrou para Portugal onde fez algumas actuações com grupos informais, e cantava na Universidade de Coimbra. Depois ela se envolveu no movimento para libertação de Guiné-Bissau e Cabo Verde.

Durante a luta, preferiu não se envolver com a actividade musical desenvolvida por seus colegas combatentes Nhô Balta, Valdemar Lopes da Silva, Humbertona, entre outros.

Após a independência, em 1975, regressou a Cabo Verde, e com César Lima gravou seu primeiro CD Chama Violeta, que no seu entender foi bem aceite apesar de ser uma produção caseira, pouco comercial gravado em casa, na ilha de São Vicente, onde reside actualmente.




Arlinda Santos revelou que viveu numa casa de músicos onde se tocava muito. O pai, Manuel Santos Manelin da Shell, era colega de Jotamonte, e que muitos dos músicos como Luís Morais, Morgadinho e outros eram meninos da nossa casa, declarou.

Apresentação

O propósito da visita aos EUA é para tirar o CD do arquivo. Ela disse que não programou nenhum show de apresentação ou actuação por não ter empresário mas fez o que considera ser uma serenata, num restaurante local. Gosto de cantar e César Lima gosta de tocar comigo, disse Arlinda para justificar o motivo da tocatina.


Por Pedro Chantre /
Publicado Wednesday, March 11, 2009

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Travel & Events

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  • Por um acaso encontrei o rítimo de Cabo verde, adorei as músicas desse belo País!

    Parabéns para vocês!!! Um dia conhecerei esse lindo lugar pessoalmente.

  • Eu adoro essas musicas pq minha vó e de la e eu amo isso

  • Linda,linda musica,adorei demais,adorei o video,as paijagens maravilhosas.Povo de amor ,povo,simples'''''''

  • gostei...um bom ritmo...

  • Ritmo e sonoridade muito agradáveis.

  • @coelhoteixeira Porquê tanto ódio? Isso só faz mal a você, não à artista, nem ao povo caboverdiano.

  • It sounds so Rio de JANEIRO mixed with tango.

  • escreve português ó nharro..................

  • @coelhoteixeira STFU

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