Pessoal,
Para aqueles que não são do meio aeronáutico e para os que são, vejam como é um pouso com visibilidade zero. Até tocar no chão, tudo no automatismo da aeronave (autoland), sem que haja a interferência dos pilotos. A tripulação não ve nada até a aeronave tocar na pista. Uma falha no rádio altimetro, como ocorreu recentemente na Bélgica, se a tripulação não estiver muito treinada e atenta, pode ser fatal. Mesmo assim, é tudo muito seguro e os pousos Cat III, principalmente na Europa e USA , são bastante comuns !!!
Aqui no Brasil, nenhum aeroporto está capacitado para permitir pousos com teto e visibilidade zero (Cat III). Por isso que OS Aeroportos Salgado Filho, em Porto Alegre, e o Affonso Pena, em Curitiba, seguidamente estão fechados, já que nessas duas localidades é constante o nevoeiro, principalmente no outuno e inverno. No Brasil, a maioria dos aeroportos que permitem pousos de precisão, são na Categoria I, onde os referenciais de teto (distância do solo até a base das nuvens) e visibilidade (distância horizontal) são bem altos, se comparados aos previstos para os procedimentos Cat II e Cat III (zero). Por incrível que pareça, no Brasil pousos por instrumento Cat II atualmente só em dois aeroportos: Guarulhos e em Curitiba (a Infraero está implantando agora em Porto Alegre). Cat III, não há previsão (pelo menos que eu saiba).
Com certeza nossos governantes deveriam dar maior atenção à aviação, principalmente à infraestrutura aeroportuária (não aos terminais, que viraram shopping Centers de luxo, mas a parte de segurança ao vôo), já que se compararmos o Brasil à qualquer País mais desenvolvido, e até mesmo com outros em desenvolvimento, o número de auxilios a navegação e para pousos de precisão é ridiculo.
Apesar de tudo isso, com certeza a aviação comercial é muito segura, sendo o inconveniente, algumas vezes, termos que alternar para outros aeroportos em face da visibilidade não permitir o pouso.
em foz do iguaçu, o aeroporto conta com o sistema CATII
jonasrobertoleandro 4 months ago