Amália - Fado Português
(Alain Oulman / José Régio)
Fado Português
O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha,
meu chão , meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
Um dos mais belos fados de Amália! Aprecio imenso estas suaves transições das imagens! Parabéns amiga Mena por ajudar a manter viva a memória de Amália; Parabéns ainda pelo seu canal que está ao serviço da música portuguesa ! (Daquela música popular mas de grande qualidade, como o nosso fado)
Com amizade
António
CanalAmaliaRodrigues 1 year ago
Obrigada, António. Um Abraço Mena
mariadoalentejo 1 year ago
Grande Mena, obrigado por mais um belo momento. E logo num dos fados que mais gosto. Amanha com mais tempo verei os outros, hoje tenho noitada até ás tantas. Um abraço. Américo
Vucarely 1 year ago
Obrigada Américo. Um Abraço Mena
mariadoalentejo 1 year ago
Tenho explicação a dar aos meus amigos que já aqui havim deixado comentários: Não foi por indelicadeza que os removi, foi sim porque havia um erro no nome do fado na fotografia inicial do video e eu tive que postar um feito já sem erros. Aquele abraço Mena
mariadoalentejo 1 year ago