http://pt.euronews.net A Moldávia, um dos países mais pobres da antiga União Soviética, está a viver um clima de instabilidade política desde que o resultado das legislativas de Abril foi contestado como fraudolento pelos partidos da oposição. O Partido Comunista, no poder, ignorou as queixas, mas vai ter que responder nas urnas outra vez, este Verão, depois de não ter conseguido apoio parlamentar suficiente para o candidato que quer apresentar a presidente. Os comunistas estão no poder há oito anos. A Moldávia está à procura de laços mais estreitos com a União Europeia e é um dos alvos do programa de parceria da Comissão Europeia, destinado a promover a democracia. Os protestos contra o resultado das eleições levaram minhares de moldavos, na maioria jovens, às ruas do país, em Abril. As manifestações começaram de forma espontânea, por iniciativa das ONG, que protestavam contra a suposta inclusão dos nomes de 20 mil mortos nos cadernos eleitorais. Ao segundo dia de protestos, as coisas descontrolaram-se. Foram feitas centenas de detenções e há relatos de maus-tratos por parte da polícia, em relação aos detidos. Entre os organizadores das manifestações está Natalia Morari, uma jovem activista moldava, jornalista, que foi já expulsa da Rússia por ter denunciado alegados casos de corrupção. A euronews falou com ela na capital moldava, Chisinau, depois de terminada a prisão domiciliária. No entanto, continua impedida de saír do país.
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