We'll Be Together Cap. 39 Não me Acorde

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Uploaded by on Sep 18, 2010

Eu o olho boquiaberta, paralisada. Minha respiração estava instável, e meu coração podia ser ouvido há quilômetros de distância. OMFG, ISSO NÃO ESTÁ ACONTECENDO! POR FAVOR, SE ISSO FOR UM SONHO, ME ACORDE, AGORA!

Mas eu não acordei.

Eu ainda me encontrava na frente do Bill com uma cara de imbecil. Incapaz de dizer uma palavra. Estupidamente e completamente derretida por ele. Aproveitando cada fração de segundo do meu sonho -- ou, agora, minha realidade. BILL KAULITZ DISSE QUE ME AMA.

"Sabe, agora seria o momento em que você diz alguma coisa..." Bill interrompeu a enchente de emoções que eu sentia.

Juntei toda a minha força interna e disse confiante, torcendo para minha voz não em desapontar. "Eu te amo tanto, Bill..."

Isso foi suficiente para ver o brilho nos seus profundos olhos de chocolate, com tanta paixão, não, com tanto amor. Durante esse momento eu esqueci todos nossos problemas com o Tokio Hotel, todas as perguntas não ditas, todas as preocupações que eu tinha antes e agora. Eu esqueci do mundo. A única coisa passando pela minha mente enquanto ele me beijava, com a mesma perfeição da última vez, eram as palavras "OMG, Bill." sendo repetidas milhares de vezes.

Outra coisa que estava louca para sair da minha boca e simplesmente colocar um ponto final na situação era a vontade de não ter mais que fingir. De finalmente "descobrir" quem Bill é. Ou, em outras palavras, desejando tirar a verdade dele. Invés disso, eu estava paralisada. Não podia começar uma interrogação num momento como este.

Encostei minha cabeça no sofá, mantendo meu olhar nele. Por um momento tudo que éramos capazes de fazer era olhar um para o outro. Não sei dizer se foi o mesmo para ele, mas um sentimento de alívio e paz tomava conta de mim. Ao contrario dos meus pensamentos, que desejavam falar sem parar.

Bill desiste do silencio. "O que você está pensando?" Ele pergunta, enquanto eu vejo seu sorriso torto se formar no lado direito.

Visto que nem eu sei o que estou pensando, pisco várias vezes para achar palavras para dizer algo. Acontece que é difícil pensar direito quando ele está por perto.

"Na verdade eu nem sei... É muita coisa acontecendo. Me sinto como se tivesse sido pega de surpresa na tempestade, e agora estou molhada cantando e dançando na chuva."

Bill apenas riu, com seu sorriso, risada, rosto lindo e doce, brilho nos olhos... Uma lista de coisas incrivelmente lindas que eu poderia listar o dia inteiro.
"Eu sei que ainda te deve algumas respostar da sua interrogação." Ele toca minha bochecha carinhosamente. "Eu não esqueci. Só acho que não vou poder responder todas elas -- ainda."

Eu olho para minhas mãos, sorrindo e sentido que, definitivamente, eu estava corando. "Sou tão obvia?" Eu pergunto, minha voz baixa e presa. Não sei nem se ele ouviu. "Por que não pode explicar?" Eu olho de volta para ele, tentando ignorar a sua presença, assim não digo also estupidamente estúpido. "Quer dizer, você está fazendo todo esse mistério -- que está me matando para descobrir. E aí, de novo tem todas as perguntas de como você chegou aqui!"

Ele ri novamente. "Você é muito curiosa. É por isso."

"Você não pode ao menos me dizer tudo que pode? Por favor??" Eu faço bico e olhos de cachorrinho abandonado.

"Ok." Bill desiste. "O que posso dizer? A unica razão da minha vinda ao Brasil foi te encontrar. Eu não agüentava mais. Sentia muito a sua falta." Ele pega minha mão, então eu entendo isso como "senti falta de tocar suas mãos também."
"Hmm... Você perguntou sobre o Tom e os G's. Todos eles também estão aqui. Estamos ficando juntos. Eu não sei -- e nem quero saber -- por quanto tempo vou ficar." Ele pausou. "Bem, acho que isso é tudo que posso dizer agora. Além disso, é suficiente para você, não é?"

Eu apenas faço que sim com a cabeça, um tanto desapontada com a informação mais importante. Esperava ouvir "Tenho uma banda. Estamos em tour. Desculpe não ter te contado antes, shorty."

"Espero que você não tenha nada para fazer amanhã, porque eu vou te seqüestrar." Seus olhos estavam fixos nos meus, e não conseguíamos parar.

"Ah é? Que ótimo, porque eu não vou ser forte suficiente para gritar por ajuda." Eu disse enquanto ele passou seu braço por trás de mim no meu ombro.

"Você não se atreveria, de qualquer forma." Bill beijou o topo da minha cabeça de leve.

"Tem razão. Não iria." Eu finalemente fecho meus olhos, sentindo seu calor e seu cheiro. Mas é algo indescritível. Algo único.

"Então eu te pego para o almoço, certo?" Ele se levantou, se dirigindo à saída. Apenas assenti, hipnotizada com seus movimentos, como eram em sincronia.
CONTINUA

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