AMOR DE MARINHEIRO Lucia moniz
Deitei-me na tua cama com as mãos cheias de nada
Deitei-me na tua cama sem saber da madrugada
Deitei-me na tua cama com tua pele tatuada
Pelo silêncio das pedras em água desesperada
Senti perfumes, palácios, palmas, promessas, países
Portos, poentes, palavras, nas minhas mãos infelizes
Em momentos, em minutos cruzei mares, vi marés
E a mágoa maior de todas é não saber quem tu és
Deitei-me na tua cama para beijar os teus pés
Deitei-me na tua pele como se fosse o cetim
Dos lençóis do meu desejo, da fome de ter-te assim
E megulhar no teu corpo sempre à procura de mim
E vi os braços dos pobres erguendo luzes e chamas
Brilhos tirados do Sol que encheram todas as camas
Senti os braços da noite poisarem sobre os meus braços
Quando tudo me pediste, beijos, silêncios, cansaços
Deitei-me na tua cama para beijar os teus pés
Deitei-me na tua pele como se fosse o cetim
Dos lençóis do meu desejo, da fome de ter-te assim
E megulhar no teu corpo sempre à procura de mim
Quando tudo tinha um nome feito com fios de nada
E dormi na tua cama sem saber da madrugada
Fiz amor na tua cama com tua pele tatuada
Pelo silêncio das pedras em água desesperada
Deitei-me na tua cama para beijar os teus pés
Deitei-me na tua pele como se fosse o cetim
Dos lençóis do meu desejo, da fome de ter-te assim
E megulhar no teu corpo sempre à procura de mim
Palavras para quê...
mas tenho que dizer...
só isto...
que poema...
simplesmente genial...
é especial...
gosto disto...:)
nicoii5420 2 years ago