Freud disse mais de uma vez que o objetivo da psicanálise é diminuir o sofrimento humano. Mas isso não o livrou das próprias angústias, especialmente nas dissenções do grupo pioneiro de psicanalistas, particularmente, no caso de Carl Gustav Jung. A partida do "príncipe herdeiro", como Freud referiu-se a ele, nos melhores tempos que tiveram juntos, foi uma perda difícil.
O distanciamento, no tempo, mostra que o choque entre os dois era inevitável. Freud e Jung pertenciam a universos distintos, cada um com suas leis, ainda que, em suas gêneses, tenham partilhado os mesmos princípios.
E essa é uma justificativa de Jung, para defender-se da fidelidade que Freud exigia dele num ponto crucial: o papel da sexualidade nas neuroses. Jung sempre viu aí um conteúdo numinoso: "parecia-me claro que Freud, proclamando sempre e insistentemente sua irreligiosidade, construira um dogma, ou melhor, substituira o Deus ciumento que havia perdido, por outra imagem que se impôs a ele, a da sexualidade." Quando encontrou-se com Jung, Freud estava iniciando um processo de reconhecimento internacional, especialmente nos Estados Unidos, onde fora levado por Havelock Ellis. A psicanálise ainda sofria forte resistência, mas já transbordava do seu confinamento inicial e para Freud, Jung era uma das provas disso.
@maiaragpsicologia Esse vídeo é um trecho de um documentario Cientistas são Ocultistas (creio
PIraposa93 1 week ago
kd o fim??? :(
maiaragpsicologia 1 week ago