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Coréia do Norte Documentário SBT Brasil Part 3 de 6

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Uploaded by on Oct 25, 2009

Coréia do Norte Doc. SBT Brasil Part 3 de 6

Ana Paula Padrão Visita a Coréia do Norte

http://www.jeinforma.com/2009/08/bate-papo-com-ana-paula-padrao.html

|| Entrevista com a Jornalista Ana Paula Padrão Parte UM ||

..Enfim, queria mostrar inúmeras coisas, como os mercados ilegais que acontecem na casa das pessoas, porque não existem mercados no país, mas não consegui. Os jornalistas que visitam o país acabam fazendo um mesmo tour pelas praças, por alguns pontos da cidade, pelas estátuas, monumentos... Inclusive, você é obrigado por eles a depositar flores no monumento dedicado ao líder Kim Il-sung!...

O que acontece é que eles escondem muito a verdade. No hotel em que eu estava, a energia elétrica caía diariamente por volta das 20h. Comentei isso com um dos guias e ele foi enfático: disse que não havia problemas com o sistema de energia do país, que aquilo era apenas um pequeno transtorno. Perguntei a ele se o país fazia algo para consertar a situação e ele novamente insistia que não havia problema algum, que a rede elétrica era muito moderna e que o país estava construindo incontables usinas elétricas. Incontables, porque esses guias falavam perfeitamente o espanhol e por isso mesmo eles entendiam perfeitamente tudo o que conversávamos e o que gravávamos nas passagens de vídeo para as matérias. Numa certa vez eu estava numa praça em Pyongyang, falando sobre os monumentos, sobre a rica arquitetura da escola soviética... Quando os guias ouviram a palavra soviética eles mandaram a gente parar a gravação imediamente e disseram que veriam todo o material gravado até aquele momento para poderem apagá-los. Eu protestei, reclamei, mas como eles entendem de tecnologia bem menos que nós, demos um jeito de manter uma cópia daquela gravação conosco.

Não existe pluralidade na imprensa da Coreia do Norte. Existe apenas um canal de televisão, estatal logicamente. Cheguei a assistir pequenos trechos da programação e é quase exclusivamente uma agenda do governo naquele dia. Existem algumas emissoras de rádio, alguns poucos jornais, o Pyongyang Times... Tudo, absolutamente tudo na Coreia do Norte é do governo. Não existe instituição privada no país. Meios de comunicação, empresas e até mesmo o hotel no qual fiquei eram públicos.

Havia um telefone no hotel. Assim que cheguei, eles perguntaram se eu falaria com alguém durante o período que ficaria por lá. Eu disse que sim, que iria falar com o meu marido e eles me pediram os números de telefone dele. Eu falei com o meu marido duas vezes... É parecido com aquelas ligações via telefonista num Brasil dos anos cinquenta, sessenta. Eu dizia que queria falar com o meu marido, eles passavam e os guias ficavam ali perto, sentados num banquinho... Não cheguei a perceber, mas acredito que eles tenham conferido a minha conversa.

Quando cheguei à Coreia do Norte avisei todas as ONGs presentes no país, assim também como a ONU, que eu estava lá. O Itamaraty também foi avisado da minha ida. Inclusive, no último dia da nossa estada na Coreia do Norte fomos visitados em nosso hotel por um representante da ajuda humanitária da ONU. No entanto, foi uma situação constrangedora. Como estávamos nos quartos, prestes a descer, os nossos guias o receberam antes, mas o trataram muito mal, perguntando o porquê da ida dele ao hotel. Quando descemos, dissemos aos guias que ele era um conterrâneo nosso, que estava fazendo um trabalho de ajuda na região e que conversaríamos com ele no bar do hotel. Ficamos em uma mesa e os guias, desconfiados, em outra, ao lado, ouvindo tudo.

Nós conseguimos o visto do governo norte-coreano após um ano de tentativas, o que é relativamente pouco, comparado ao processo de obtenção de vistos por outros jornalistas. O pedido para o visto já estava encaminhado em outras representações diplomáticas da Coreia do Norte no exterior. Quando o governo de Pyongyang abriu uma representação em Brasília, juntamos todos esses pedidos e demos entrada para o visto ser obtido por aqui. Durante esse período, fui a Brasília umas três vezes por semana resolver também outras documentações relativas ao Itamaraty. Eu e a minha equipe fomos os primeiros aqui no Brasil a ter esse tipo de concessão e depois de nós ainda ninguém viajou para a Coreia do Norte com o visto de jornalista reconhecido por Pyongyang.

A primeira sensação que você tem ao chegar à Coreia do Norte é que você voltou no tempo. As ruas, a mínima quantidade de pessoas circulando até mesmo nos grandes centros urbanos, como Pyongyang, faz tudo parecer muito organizado, muito artificial. Você se sente numa verdadeira cidade cenográfica. Fomos ao estádio numa época de comemorações e os ensaios para a festa são milimetricamente ensaiados, organizados.

North Korean Human Pixels
http://human-pixels.blogspot.com
Em português.

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Top Comments

  • e a outra coisa é: comparar a Coréia do Norte com a do Sul é meio ridículo. a Coréia do Sul não é o quê e só porque é capitalista. ela é o que é porque os americanos e os japoneses jogaram MUITO dinheiro lá durante a Guerra Fria... jogaram dinheiro até não poder mais. os sul-coreanos, claro, souberam aproveitar muito bem as muletas que lhes foram emprestadas e construíram uma super-economia... uma economia desenvolvida, educada, bem distribuída e socialmente justa.

  • eu ri no final o cara com sono kk

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All Comments (120)

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  • Ana Paula Padrão é muito gata!

  • 5:50 PEDE PRA SAIR

  • @SamuraiFruits E não contribuir em nada com a economia é bom?

  • @SamuraiFruits Esse ódio de algumas pessoas pelos EUA passa dos limites! Entendo que a política internacional deles prejudicou a CN. Mas defender uma ditadura ao invés de uma democracia é coisa de fanático!

    Americanos são o problema do mundo. Uii que medo!

  • @SamuraiFruits Entendo que a CN foi prejudicada pelos EUA, que ajudou a CS e o Japão, mas a CN teve apoio da URSS, ou seja, cada um apoiou o seu lado, o que os EUA fizeram, a URSS fez igual.

    E quando vc diz que, na democracia, vc é dominado sem perceber, eu discordo! Pelo menos, vc tem o direito de ler e obter informações contrárias ao governo, em alguma fonte confiável, o que não acontece em uma ditadura por exemplo.

  • @MayaraCSberse o Ocidente é contra a politica norte coreana pq ela não contribui em nada com a economia mundial!

  • @MayaraCSberse nenhum país chegou a ser 100% socialista,todos que tentaram adotar esse sistema foram duramente taxados de inimigos do ocidente e sofreram diversas sansões.O que acontece hoje na CN e algo complicado,pq se ela abondar seu poder militar com certeza sera invadida pelo USA.

    Na reportagem vc pode percebe como é a capital da CN,agora me diga se o embargo acabasse tenho certeza que ate mesmo a guerra acabaria,e esse país seria um verdadeira potencia!

  • @MayaraCSberse Sera mesmo?

    A diferença é que no sistema democratico vc é controlado sem percebe!

    Vc deveria ler melhor sobre a guerra Japão x Coreia,pra vc ver o como isso influenciou na cultura deles,sem falar na tatica usa pelos norte americanos durante a guerra da coreia,que era simplismente destruir tudo que via pela frenpe sem se importa se era soldados ou civis,isso fez com que a população norte coreana se apegasse somente ao seu lider pq para eles era o unico que podia acabr com isso.

  • @MayaraCSberse Sem falar que, lá, como em qualquer lugar do mundo, infelizmente, existe pobreza e falta de recursos. Ou seja, o socialismo não funcionou!

    Respondido oq o governo faz de errado lá?

  • @SamuraiFruits Condiciona as crianças, desdes muito pequenas, a acreditarem que o "great leader", que fica no poder até depois de MORTO e ENTERRADO, nunca erra, sabe tudo, é o fodão e merece reverência como se fosse algo sagrado.

    Tira o direito dos cidadãos de discordar, de pensar por sí mesmo. Tira inclusive, o direito de ir e vir. Formam robôs!

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