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HITLER e os seus mediuns -Parte 2-Leia abaixo

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Uploaded by on Jun 9, 2010

Digamos ainda que uma multidão de sensações inexplicadas provém da ação oculta dos Espíritos. Por exemplo, os pressentimentos que nos advertem de uma desgra¬ça, da perda de um ser amado são causados pelas correntes fluídicas que os desencarnados projetam sobre aqueles a quem estimam. O organismo sente esses eflúvios, mas raras vezes o pensamento humano trata de examiná-los. Há, entretanto, no estudo e na prática das faculdades mediúnicas, uma fonte de ensinos elevados.
Erradamente se consideraria a faculdade mediúnica como privilégio ou favor. Cada um de nós, já o dissemos, traz em si os rudimentos de uma mediunidade, que se pode desenvolver, exercitando-a. A vontade, nisso como em tantas outras coisas, desempenha um papel considerável. As aptidões de certos médiuns célebres explicam-se pela natureza particularmente maleável, elástica de seu organismo fluídico, que, assim, se presta admiravelmente à ação dos Espíritos. Sabendo que a alma, por seus esforços e tendências, fabrica e modifica, em todo ou em parte, o seu organismo, através dos séculos, não veremos na mesmo mundo. Nem melhor nem pior. Para domar uma paixão, corrigir uma falta, atenuar um vício é, algumas vezes, necessária mais de uma existência. Daí resulta que, na multidão dos Espíritos, os caracteres sérios e refletidos estão, como na Terra, em minoria, e os Espíritos levianos, amantes de coisas pueris e vãs, formam numerosas legiões. O mundo invisível é, pois, em mais vasta escala, a reprodução do mundo terrestre. Lá, como aqui, a verdade e a Ciência não são partilha de todos. A superioridade intelectual e moral só se obtém por um trabalho lento e contínuo, pela acumulação de progressos realizados no curso de longa série de séculos.
Sabemos, entretanto, que esse mundo oculto reage constantemente sobre o mundo corpóreo. Os mortos influenciam os vivos, os guiam e inspiram à vontade. Os Espíritos atraem-se em razão de suas afinidades. Os que despiram as vestes carnais assistem os que ainda estão com elas. Estimulam-nos no caminho do bem; porém, mais vezes ainda, nos impelem ao do mal.
Os Espíritos superiores só se manifestam nos casos em que sua presença é útil e pode facilitar o nosso melhoramento. Fogem das reuniões bulhentas e só se dirigem a homens animados de intenções puras. Pouco lhes convêm as nossas regiões obscuras. Desde que podem, voltam para os meios menos carregados de fluidos grosseiros, mas, apesar da distância, não cessam de velar pelos seus protegidos.
Os Espíritos inferiores, incapazes de aspirações ele¬vadas, comprazem-se em nossa atmosfera. Mesclam-se em nossa vida e, preocupados unicamente com o que ca¬tivava seu pensamento durante a existência corpórea, participam dos prazeres e trabalhos daqueles a quem se sentem unidos por analogias de caráter ou de hábitos. Algumas vezes mesmo, dominam e subjugam as pessoas fracas que não sabem resistir às suas influências. Em certos casos, seu império torna-se tal que podem impelir suas vítimas ao crime e à loucura. É nesses casos de obsessão e possessão, mais comuns do que se pensa, que encontramos a explicação de numerosos fatos relatados pela História.
Há perigo para quem se entrega sem reservas às experimentações espíritas. O homem de coração reto, de razão esclarecida e madura, pode daí recolher consolações inefáveis e preciosos ensinos. Mas aquele que só fosse inspirado pelo interesse material ou que só visse nesses fatos um divertimento frívolo tornar-se-ia fatalmente o objeto de uma infinidade de mistificações, joguete de Espíritos pérfidos que, lisonjeando suas inclinações, seduzindo-o por brilhantes promessas, captariam sua confiança, para, depois, acabrunhá-lo com decepções e zombarias.
É, portanto, necessária uma grande prudência para se entrar em relação com o mundo invisível.
O bem e o mal, a verdade e o erro nele se misturam, e, para distingui-los, cumpre passar todas as revelações, todos os ensinos pelo crivo de um julgamento severo. Nesse terreno ninguém deve aventurar-se senão passo a passo, tendo nas mãos o facho da razão. Para expelir as más influências, para afastar a horda dos Espíritos levianos ou maléficos, basta tornar-se senhor de si mesmo, jamais abdicar o direito de verificação e de exame; é bastante procurar, acima de tudo, os meios de se aperfeiçoar no conhecimento das leis superiores e na prática das virtudes. Aquele cuja vida for reta, e que procure a verdade com o coração sincero, nenhum perigo tem a temer. Os Espíritos de luz distinguem, vêem suas intenções, e assis¬tem-no. Os Espíritos enganadores e mentirosos afastam--se do justo, como um exército diante de uma cidadela bem defendida. Os obsessores atacam de preferência os homens levianos que descuram das questões morais e que em tudo procuram o prazer ou o interesse.

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All Comments (4)

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  • é tão nojento ver essas pessoas cultuando esse demonio

  • @100felipebrasilia Não vale a pena comentar o seu comentario. Mas pecebo uma descrença em tudo que é espiritual, ja fui assim. mas graças a DEUS, sai dessa.

    Leia o livro dos espiritos de allam kardec, pra mim foi bom. é certo que me esforcei tambem, tudo é mereciemento. lute e mereça a mudança.

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