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Massacre de Fortaleza, 8 anos depois @ SIC 2009

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Uploaded by on Sep 16, 2009

Oito anos após o massacre, todos se lembram mas ninguém fala

"Esse tipo [Luís Militão Guerreiro] não merecia apanhar 150 anos de prisão. Fazer justiça era enterrá-lo vivo como ele fez àqueles seis homens." O sentimento é geral nas localidades de Almezinhas e Parcerias, que convivem quase paredes-meias no concelho de Pombal. Daqui eram naturais dois dos seis empresários que Militão, como ficou conhecido, mandou matar no Ceará, no Brasil. Foi a 12 de Agosto de 2001. Há oito anos.

A viagem, a convite do próprio, que uns dizem ter sido de lazer, outros de negócios, teve apenas bilhete de ida. Os empresários acabariam por ser enterrados vivos e cobertos com betão no bar Vela Latina, na praia do Futuro, em Fortaleza (ver texto em baixo). A mesma sorte é desejada ao mandante do crime (que teve quatro cúmplices) pelos populares destas pequenas localidades onde o silêncio é o habitante que mais dá nas vistas por estas bandas.

De tempos a tempos passa um carro, de quando em quando vê-se uma pessoa. Apenas nos cafés, há pequenos aglomerados que se refugiam do intenso calor. Em três sou quatro apeadeiros (cafés e bombas de gasolina) onde o DN esteve, os rostos ficavam surpresos. "Já aconteceu há oito anos? Parece que foi ontem que estas terras foram invadidas por jornalistas e fotógrafos. Aquilo foi arrepiante."

Mas logo adiantam: "Agora já não se fala disso. O que lá vai lá vai e isso só dói a quem é afectado." Aos familiares das vítimas. Às viúvas e aos filhos, sobretudo. Quem os conhece diz que "nunca mais foram os mesmos e que já não voltam a ser". Procurámos Almerinda e Alice Alexandre, as duas irmãs e viúvas de duas das vítimas: Joaquim Silva Mendes e Manuel Joaquim Barros. Mas nas duas vivendas mesmo à entrada de Almezinha reina apenas o silêncio. Daquelas duas mulheres que desde então se vestem de negro da cabeça aos pés, nem sinal. O telefone toca. Ninguém atende. A dona, dizem-nos, não trabalha. "Deve andar por aí." Ou, quem sabe, foi a Fátima para participar na peregrinação dos migrantes. Só suposições. A verdade é que ninguém viu Almerinda durante todo o dia. E a segunda verdade é que ela e o marido estiveram em França durante muitos anos. A lápide no jazigo onde repousa Joaquim ao lado da do cunhado, no cemitério de Abiúl, recorda isso: "A mon mari/ A mon père..."

Na casa de Alice, o cenário é diferente: dois cachorros latem em surdina. Persiana semi-aberta, mas nem um som. O café no rés-do-chão da casa de dois pisos está fechado desde a morte de Manuel Joaquim Barros. Alice pode estar para Portalegre. "É entre cá e lá que passa os dias", conta uma vizinha, acrescentando que a empresa de camionagem que o marido tinha é agora gerida por ela e os filhos.

A casa da viúva de Joaquim Fernandes Martins, Belina, mais adiante, em Parcerias, tem o portão escancarado, o carro na garagem e o cachorro à porta. A campainha toca e toca e... nada. "Talvez esteja em casa da mãe." Não, não está. Mas Alda Neves abre a porta ao DN. Vai logo avisando: "Não quero falar muito." Recorda o dia em que o genro partiu para "ir gozar uns dias numa terra que não conhecia". Assim, como não esquece a aflição da filha e das netas por não receberem um telefonema. "Ele tinha prometido que ligava quando chegasse ao Brasil. Elas não largavam o telefone durante dia e noite até saberem da notícia pela televisão", conta Alda, lembrando a tristeza da neta mais nova no dia da primeira comunhão. "O pai tinha prometido que chegava a tempo, mas afinal nessa altura já estava no cemitério de São Jorge."

"Ai a falta que aquele homem faz à família. A minha neta mais velha parece que tem o olhar vazio desde que o pai morreu", conta Alda, adiantando que o seu genro é constantemente lembrado e que há fotografias dele por toda a casa. Militão, para ela, é "um diabo que matou seis pessoas honestas".

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All Comments (25)

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  • poix foi ele planeou tudo e os brasucas e que mataram...................ele nao e o unico monstro da historia

  • @jrcelestino nao ele planeou os crimes..quem matou foram brasileiros

  • Uma curiosidade....dos 6 mortos cinco se chamavam manuel ou joaquem, somente um se chamava antônio.

    Será que o assassino tinha alguma coisa contra manuel ou joaquim??

  • esse viado filho da puta sai de portugal para cometer crimes aqui????

    depois esses portugueses falidos vêm criticar o brasil dizendo que a aqui tem muita criminalidade!!!

  • mas que raiva enorme. mas que monstro.

  • O monstro de Fortaleza? Mas ele não é português? Ele matou os compatriotas dele, de Portugal.

  • filhos da puta

  • ES O DIABO EM VIDA.........

  • FDS.............MONSTRO

  • Á os português também cometem crimes!!!

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