Mobilizações e denúncia ao CNJ para impedir extinção das carreiras

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Uploaded by on Nov 24, 2008

Os servidores do Judiciário não deixarão que seus direitos sejam retirados. Mobilizações deverão acontecer para impedir que as atuais carreiras sejam extintas, como prevê o projeto de lei (PL) 470/2008, que está na Assembleia Legislativa. Esta e outras ações foram aprovadas pelos servidores no seminário que o Sindijus-PR promoveu no dia 17 de novembro de 2008.
Ainda ficou aprovado que o Sindijus-PR vai entrar com pedido de providência contra o TJ no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O pedido será assinado também, pela Assojepar (Associação dos Oficiais de Justiça do Paraná), pela Fenajud (Federação Nacional dos Servidores do Poder Judiciário) e pela Fojebra (Federação das Entidades Representativas dos Oficiais de Justiça do Brasil), entidades que estiveram presentes no seminário. Outra entidade co-irmã que acompanhou o seminário no Paraná foi o Sinjusc (Sindicato dos Servidores do Judiciário de Santa Catarina).
Na próxima sexta-feira (21), o movimento da categoria pelos atrasados da URV, deverá ser reforçado por servidores que vão lutar contra a aprovação do PL 470. Os servidores concordam com a estatização dos cartórios, mas rejeitam a proposta que cria cargos da forma que o Tribunal de Justiça elaborou. A criação de cargos não precisa ser definida neste momento. Queremos maior discussão e a participação dos servidores nesse processo, destaca Mário Cândido de Oliveira, secretário-geral do Sindijus-PR. O deputado Tadeu Veneri também participou do seminário e se colocou à disposição para contribuir no que for possível.
É preciso deixar claro que o Sindicato e os servidores não se impõem à estatização. No entanto, não aceitam a criação de cargos com salários menores, complementa Mário Cândido.
O PL 470 prevê que os cargos de oficial de justiça, escrivães, auxiliar de cartório e outros sejam colocados em extinção. Além disso, uma parte do salário do analista, que substitui o escrivão, será complementado com gratificação. O técnico judiciário que substitui o oficial de justiça terá como exigência o ensino médio, proposta vai contra a Resolução nº 48 do CNJ e contra a luta das entidades representativas que defendem o nível superior para ingresso no cargo de oficial de justiça.
Outra polêmica que a mensagem do TJ provoca é com relação a remoção ex-ofício, ou melhor dizendo: o juiz pode pedir a mudança do oficial de justiça da comarca, sem nenhuma justificativa. Estão tirando direitos dos trabalhadores que foram conquistados durante muitos anos, destaca Mário Cândido.
Em reunião com o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Nelson Justus, representantes das entidades pediram que a mensagem seja retardada na "casa" para que haja tempo de melhor análise do projeto.

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News & Politics

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