4 dias na Emergência do Hospital Roberto Santos em Salvador na Bahia

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Uploaded by on Jun 20, 2010

Dia 16/06/2010 às 22 horas, minha mãe foi transferida com quadro de AVC, do hospital de Itaparica na Ilha de itaparica, para o Hospital Roberto Santos, em Salvador, chegou lá com sonda urinária, colocada em itapariaca (na triagem do Roberto Santos 98 % dos doentes usam fraldas descartáveis, que os próprios acompanhantes colocam, pois os tecnicos em infermagem, não fazem esse trabalho, assim como dar banho e outras coisas), e a urina retirada pelo acompanhante, pois eles também não fazem isso lá! Tenho que revezar com meu pai que tem 77 anos e não tem muita habilidade para ser técnico de enfermagem de uma hora pra outra. Quando cheguei para subtituir meu pai, após telefonar para todos os telefones disponíveis na internet, como sendo do H. Roberto Santos (HGRS) e nenhum atender a ligação, fui até a a portaria de emergência, solicitei informação sobre a minha mãe com o mome completo, eles me disseram que eu tinha que ligar para a pessoa que estava acompnahando ela pra saber onde ela estava, pois não tinha telefone para infromar isso, eu diise par o segurança que meu pai um senhor de 77 anos não sabe usar telefone celular e que ele não estava com celular, então ele respondeu que não podia fazer nada, pedi para falar com a assistência social. só assim consegui entrar no hospital, daí fui andando pelos correodres cheios de macas, com pessoas deitadas, sem colchão, sem lençol algumas seminuas e outras gemendo, passei por uns cinco coredores lotados de macas e cadeiras com doentes e eseus acompanhantes, até achar minha mãe em uma maca de nº 8 em um local chamado triagem. Fui até a médica que estava no local para saber como estava o estado de saúde da minha mãe, e para passar algumas informações sobre medicamentos que ele toma com frequência e saber sobre o taxa Glicêmica, e a pressão como estava, ele me perguntou se eu era médica, eu disse que não, porém precisava passar essas informações para ela pois em Itaparica, mesmo sendo dito que ela era diabética eles passaram um suco, adoçado com açúcar para ela, se meu pai não tivesse provado antes, era como se tivéssemos dando veneno para a minha mãe. Levei a receita dos remédio de diabetes e hipertensão que minha mãe toma, ela disse que iria substituir o Captopril por outro remédio e mesmo assim foi dado ontem dia 19/06 e que não iria dar os outros remédiso da receita para não baixar muito a pressão. Mesmo com tudo isso minha mãe vinha apresentando sensível melhora, tentando falar algo não muito entendível. mas o nome dela o meu, de uma amiga que ligou e outras frases não muito audível. Passou a fazer pequenos movimentos com o perna esquerda e virar o rosto para o lado esquerdo, antes totalmente paralizados; até que uma Técnica de Enfermagem (TE), aplicou remédios no acesso aberto para o soro e mediu a glicemia da minha mãe e verificou que tinha baixado para 23 e então deu outro remédio para reverter o quadro e se ausentou da sala sem medir novamente a taxa, solicitei à uma outra TE que verificasse a TX Glicêmica e ela disse que estava 179, que segundo ela é normal!!!!!! não que eu saiba, pois na minha leiguisse, acho que normal é 98, 99, que era o que minha mãe mantinha com as medicações. Ela também não verificou o acesso, que tinha sido perdido, já que a aplicação de alguns medicamnetos que ela fez ficou na pele da minha mãe, e fui eu que notei e falei com ela que estava vazando tudo para a cama da minha mãe. e lençol novo só uma vez por dia pela m anhã e ainda aram 2:00 da manhã. Fui perguntar onde estava a TE que fez isso e me disseram ela tinha ido descançar! a partir daí minha mãe passou a fazer expressões de dor de hora em hora vertendo lágrimas, e passou a um estado de letargia, parou de falar o pouco que falava e passou a ter respiração baixa. Ela não está evacuando desde que chegou, a urina ficou amarela e em pouca quantidade, que não acontecia antes, tudo foi informado para os médicos, enfermeiros e TE, que nada fizeram até o momento.Ontem dia 19/06, aguardei a chegada de um médico para falar sobre tudo isso, porém a única médica que apareceu, disse não tratar de pessoas com mais de 24 horas na Triagem, que viria outro médico para fazer isso, o que não ocorreu até hoje dia 20/06, agora meu pai está com ela e estou sem notícias, preciso ir até lá para saber se Domingo, Copa do Mundo, Jogo do Brasil, apareceu algum médico que possa dar alguma ajuda para minha mãe. Evitando que ela piore ou morra. Pois o que vi lá é que, em 30 horas, na sala onde minha mãe está, morreram 3 pessoas.

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  • Deploravel! 

  • Boa noite. Gostaria de parabenizar os maqueiros desse hospital que são maravilhos. a unica equipe que trabalha com amor é essa turma porque dos poteiros aos tecnicos de enfermagem o atendimento é péssimo. Jorge Sola quando vc for ao hospitla va como paciente e ñ como secretário e ai sim vc vai ter motivo de sobras pra poder exonerar muita gente ai dentro. Faça isso e sei que vai dar certo.

  • Olá Mirinha, muito triste essa situação, a saúde pública na Bahia está uma calamidade, o tempo passa e as coisas só pioram. Mas e sua mãe, está bem? Espero que vcs tenham saido dessa situação com sua mãe viva e com a saúde melhorada.

    O tio do meu esposo está internado neste mesmo hospital, estou tentando ligar pra lá para saber sobre os horários para visita, mas nenhum número dos que busquei na internet atendem... Estamos aflitos.

    Abraços.

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