"A luta pela anistia", organizada por Haike R. Kleber da Silva ficou em 2º lugar na categoria Ciências Humanas do Prêmio Jabuti.
Ao anistiar torturadores e torturados, a Lei 6.683, de 28 de agosto de 1979 buscou a conciliação por meio do esquecimento, segundo avaliam organizações sociais que lutaram pelos direitos de presos políticos e exilados pelo regime militar. A reparação aos familiares dos mortos e desaparecidos, a localização dos restos mortais, a abertura dos arquivos militares relativos ao período ditatorial e a validade ou não da anistia para os torturadores ainda seguem em pauta. Aprofundando este fundamental assunto da memória nacional, "A luta pela anistia" (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Editora UNESP, Arquivo Público do Estado de São Paulo) conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Humanas da 52ª Edição do Prêmio Jabuti 2010. Este é o 21º Jabuti vencido pela editora desde 2003 e o 40º no total. A cerimônia de premiação deste ano aconteceu no dia 4 de novembro de 2010, na Sala São Paulo.
"O livro representa uma contribuição fundamental para a memória desse período sombrio de nossa história recente e para o aprofundamento do debate sobre a anistia e a democracia", afirmou Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
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