Sou seu códice, sou sua tábua, Arma entranhada em sua dor, Sou o espinho da sua flor. Mais que o arrepio, Mais que a sombra da sua alma, Sou seu espelho favorito, Sua placenta, seu umbigo. Sou o leite pra seu filho, A nota do estribilho, Sou o verde seduzindo o ouro. Sou seu couro. Sou seu colete à prova de balas, Sou seu doublé, Em sendo tanto descobri: - Eu sou você! .................................................. Viva a poesia! Viva Cadernos Negros! Luís Carlos de Oliveira Aseokaynha
lscrlsdlvr 1 year ago