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BioUrban, Arte é o mais importante transmissor de conhecimento

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Uploaded by on Aug 5, 2009

A Arte é um dos mais importantes transmissores de conhecimento. Dela retiramos uma visão da experiência e dos valores humanos. Porém o conhecimento trazido pela Arte difere do científico.

Aristóteles: " (...) A tendência para a imitação é instintiva no homem, desde a infância. (...) Pela imitação adqüire seus primeiros conhecimentos, por ela todos experimentam prazer."

Schelling: O Espírito (ordem interna da liberdade) e a Natureza (ordem externa dos fenômenos) são aspectos parciais, complementares da mesma realidade. Consciente e inconsciente são a dupla face do Absoluto. Somente a intuição artística pode reconstituir o Absoluto.

Hegel: A Arte pertence ao domínio do Espírito absoluto, juntamente com a Religião e a Filosofia. Possui como conteúdo a Verdade Total, a Idéia (Divindade). Através das três, o homem tenta romper com os estreitos limites da subjetividade e busca a unidade suprema com o Espírito.

Cézanne: "Sim, eu quero SABER. SABER para melhor SENTIR. SENTIR para melhor SABER."

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  • Brasília: esquizofrenia arquitetônica

    Demência precoce, a qual, segundo Bleuler, seria um deslocamento ou figuração das

    funções psíquicas. Foi essa a doença que assolou Lucio Costa, o idealizador de Brasília

    e o inexperiente executor do projeto Oscar Niemeyer. Ao aceitar os desafio da técnica e da máquina,

    arquitetos como eles e Lê Combusier riscaram o Brasil em pranchetas francesas, ambos pagos com dinheiro do povo.

  • Jeremy Bentham em Panoption (1791) pensa resolver problemas relacionados à disciplina

    da prisão e ele diz, de todas as coletividades onde existem problemas de fiscalização

    por um simples projeto arquitetônico o inspetor vê sem ser visto.[1] É através dessa

    frase que traço paralelo entre o contexto histórico nacional e a formação do espaço

    industrial na França.

  • De maneira a compor a insanidade e o desproposito da criação donde, o subterfúgio usado, era a ordem do progresso modernista.

    Nascida alguns anos antes do golpe militar brasileiro, a cidade racionalizada brotou do

    centro oeste como uma flor mecânica, em 18% de umidade relativa do ar.

  • Composta por linhas

    rápidas a formar grandes espaços que valorizassem o padrão, impelindo, assim, qualquer

    desabrochar de especificidade nacional, Brasília, nasce seguindo a linha de produção e

    sob os moldes dos galpões do inicio da revolução industrial francesa. Galpões que em seus primórdios regem três princípios de organização espacial: o político, o técnico e a

    vigilância de idas e vindas das pessoas e mercadorias.

  • Por uma questão , entre outras, geopolíticas a capital do Brasil é deslocada do Rio de

    Janeiro para o centro oeste do território nacional. O período histórico do qual é realizada tal transição consiste na base da industrialização da região sudeste,

    sobretudo. Quando cito a região sudeste refiro-me a basicamente a duas cidades: são Paulo e Rio de Janeiro, ambas incomparáveis a qualquer cidade de um pais desenvolvido,

    àquela época.

  • Seja por quantidade de produção ou pela maneira de como é reduzido tais produtos. Vale ressaltar que o período se enquadra desde a campanha política de JK com

    seu slogan de campanha Brasil, 50 anos em 5 junto com a chegada a primeira montadora de automóveis. Que como o próprio nome diz não produz, apenas monta. Se a produção de riqueza, segundo Karl Marx, esta na quantidade de trabalho agregado á matéria, a

    industria brasileira na segunda metade do século XX é uma piada.

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  • Portanto, relacionar linhas modernistas da capital do pais, com sua base nos galpões

    da industria francesa do século XIX, à industrialização e desenvolvimento da nação vemos que esta fora de cogitação, uma vez que nosso produto em pauta de exportação aquela época ainda estava fincado no setor primário.

  • Assim , excluímos a primeira possibilidade

    de respaldo à identificação nacional. O que existia era uma intencionalidade de progresso positivista, atrelado ao desenvolvimento industrial que beneficiaria a recém formada classe média brasileira. Ambos, mais tarde constatada, a chaga de um período histórico.

  • A industria fomentada por capital estrangeiro, atrasando assim a concepção que temos

    hoje de desenvolvimento auto-sustentável e a formação dessa classe que, sobretudo,

    conservadora se entupia de bossa-nova, enquanto comprava eletrodomésticos deixando que

    os militares matassem e censurassem aqueles que não se contentavam com a chegada da

    televisão.

  • A marcha de Deus e a família possibilitou a subida do militarismo ao poder. Quando a classe média percebeu o feito já era tarde e, com isso, foi obrigada a amargar longos anos de ditadura.

    A segunda desmistificação que busco constatar se dá ao fato do deslocamento executivo, judiciário e administrativo do poder.

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