Letra: Antero de Quental
Música: Luís Gil Bettencourt
Deixá-la ir, a ave, a quem roubaram
Ninho e filhos e tudo, sem piedade
Que a leve o ar sem fim da soledade
Onde as asas partidas a levaram
Deixá-la ir a vela, que arrojaram
Os tufões pelo mar, na escuridade,
Quando a noite surgiu da imensidade,
Quando os ventos do Sul se levantaram
Deixá-la ir, a alma lastimosa,
Que perdeu fé e paz e confiança,
À morte queda, à morte silenciosa
Deixá-la ir, a nota desprendida
Dum canto extremo e a última esperança
E a vida e o amor deixá-la ir, a vida!
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