José Saramago na Sabatina Folha de São Paulo - Acordo Ortográfico

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Uploaded by on Dec 3, 2008

O livro "A Viagem do Elefante" "queria ser escrito de uma certa maneira, aquela", afirmou o escritor português José Saramago, 86, explicando a maneira como criou sua mais recente obra na tarde desta sexta-feira, dia 28, durante sabatina promovida pelo jornal "Folha de S. Paulo", no teatro Folha, em São Paulo.

Único escritor de língua portuguesa a receber um prêmio Nobel de literatura, Saramago é autor de "Ensaio Sobre a Cegueira" (1995) - em que se baseia o filme homônimo dirigido por Fernando Meirelles -, "Memorial do Convento" (1982), "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (1991), entre outros.

O escritor foi questionado pelos jornalistas Vaguinaldo Marinheiro, secretário de redação da "Folha de S. Paulo", Sylvia Colombo, repórter do caderno Ilustrada, e pelos colunistas da "Folha" Manuel da Costa Pinto e Luiz Costa Lima não apenas sobre sua obra, mas também sobre política, economia e sobre seu posicionamento diante da reforma ortográfica que os países falantes do português colocam oficialmente em vigor a partir do ano que vem.

Inicialmente crítico da reforma, o escritor explicou como interpreta o assunto e acredita que o Brasil, país de maior população lusófona, tem um papel fundamental nesse cenário. "Aquilo que me levou a mudar de idéias foi o problema da escrita. Se o português quer ganhar influência no mundo, tem de apresentar-se com uma grafia única", disse. "O Brasil tem no contexto internacional uma presença que nós [portugueses] não temos, por seu próprio desenvolvimento econômico, por sua situação estratégica do ponto de vista comercial e no plano do ensino. Aquilo que se ensina está ocupado pela norma brasileira", ressaltou o escritor.

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Uploader Comments (viniciuscanico)

  • Acho que Saramago se confundiu a respeito da população do Brasil que e 191 milhoes e nao 140 milhoes.... bem que gostaria que nossa populacao fosse 51 milhoes de pessoas a menos.... o inchaco populacional nao nos traz vantagem

  • hehehhee... boa observação.

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All Comments (41)

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  • Sempre fui contra o acordo. Cada país/região tem sua complexa identidade cultural e a língua/dialeto é um elemento fundamental dessa identidade. Não pode se obrigar nações que possuem um passado colonizador em comum de adotarem uma mesma linguagem formal. Isso quebra a singularidade e as peculiaridades de cada povo ou território. Esse tipo de acordo não foi feito na francosfera, nem na anglosfera e muito menos na espanosfera!

  • @invino334 Atrasado? vai ver o idh otário

  • Saramago a 2:15 falando aquilo que qualquer pessoa sabe.

    Quando aos portugueses que vêm insultar os brasileiros, que vão curar o seu histórico complexo de inferioridade e saiam dos nossos vídeos, ok?

    Dediquem-se a cuidar do seu país falido, atrasado e pobretão em vez de atacar os outros!!

  • ainda bem que morreste fdp

  • Se nos Tiram aquele "C" hahahah

  • Pra um cara que detém tanto conhecimento, tem obviamente mesmo depois de morto o respeito de muitos, Saramago pra mim, não passa de um conservador que idealizava impor coercitivamente seu portugues portugues, ignorando que a língua está em constante processo de mudança, e que falar como Camões não é tão legal assim..........

  • E não acho que o Saramago, quando disse 140 milhões, queria referir-se à população do Brasil.

    Mas enfim, o ego é grande...

  • Bem, ninguém pode dizer que não foi Portugal a "criar" as colónias e a dar-lhes influências, como é o caso do Brasil, Angola e muitos outros. E, a língua foi uma delas.

    Nessa caso, seria importante, (se o novo acordo for uma tentativa estratégica para ligar Portugal aos países de língua oficial portuguesa) que sejam os outros países a mudar.

    No entanto, acho que a língua é uma parte essencial de uma nação e por isso a adopção do acordo deveria ser referendeada.

  • Um bom entrevistador pediria licença e faria simplesmente uma observação sobre a quantidade de habitantes da população brasileira... Muito simples!

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