No Brasil, por possuir culturas multirraciais, é incabível que os negros ainda tenham que conviver com o preconceito simbólico vivenciados à época da diáspora africana. Nessa perspectiva o presente artigo consiste numa leitura dos poemas de auto-afirmação da identidade negra do escritor pernambucano Solano Trindade, a fim de analisar o "canto" da proposta poética. Solano garimpa e realimenta a ideia de que o negro tem que se orgulhar da sua etnia e mostra-nos que a identidade cultural é o maior patrimônio de um povo. A obra deste poeta afro-recifense vislumbra o 'grito' de uma raça que está em constante luta pela liberdade e questiona a imagem estereotipada que o branco mistificou. Assim, Solano faz uma ruptura com o passado e nos aproxima da realidade de um povo que retira da sua história determinação para modificar o presente e futuro.
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