Considerada a obra cinematográfica mais arrojada do ponto de vista estético jamais realizada na União Soviética, Sayat Nova é um relato místico e histórico sobre a vida, o trabalho e o mundo interior do poeta e trovador arménio do século XVIII, Aruthin Sayadin, popularmente conhecido como Sayat Nova («o Rei da Canção»). O filme evoca a infância do poeta e a sua juventude, os seus dias de trovador na corte do rei Heraclius II da Georgia e os seus últimos dias passados num mosteiro. Mas, como refere o narrador durante o genérico inicial, não se trata de uma biografia na verdadeira e completa acepção da palavra. Sergei Paradjanov substituiu a narrativa convencional de acontecimentos relevantes da vida de Sayat Nova pela livre associação de imagens inspiradas nos versos do poeta. O resultado é um conjunto de composições alegóricas ligadas por uma narrativa visual vertiginosa, de grande beleza e rigor estético.
Trabalho revolucionário, realizado sem diálogos ou movimentos de câmera, é uma das grandes obras-primas do cinema do século XX. A história é uma biografia de um músico, poeta e revolucionário da Arménia.
Visualmente é um deleite, um delírio imaginativo, um poema visual dos mais importantes já realizados. O filme foi proibido, remontado e permaneceu como uma das obras mais importantes já realizados no cinema.
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