Seresta Moderna
(Nelson Gonçalves)
Composição : Adelino Moreira
Seresta moderna não tem poesia
Não tem noite de lua
Não tem luar
Não tem cavaquinho
Não tem violão
E nem mesmo um pandeiro
Para o sambar ritmar
Seresta moderna
Agora é Hi-Fi
Num canto de sala
Num apartamento
Vitrola tocando
Bebida rolando
Gritinhos nervosos
A todo momento
Um gaiato cantando sem voz
Um samba sem graça
Desafinado que só vendo
E as meninas de copo na mão
Fingindo entender
Mas na verdade, nada entendendo
Pela madrugada
Tudo está em paz
Ninguém sabe o que fez
Ninguém sabe o que faz
A noite termina
O samba tem fim
Amargurado por ser
Tratado assim
Samba do eterno amigo e parceiro de Nélson Gonçalves, Adelino Moreira. Fazendo críticas à "modernização" da seresta e até mesmo à bossa nova, foi gravado por Nélson na sua RCA Victor de sempre em 12 de março de 1962 (78 rpm 80-2445-A, matriz N2CAB-1620, sendo também faixa de abertura do LP "Nós e a seresta").
samuel63867 3 months ago
muito bom!!!
meuprojeto 4 months ago