13.04.11: Entrevista de José Gomes Ferreira à conselheira portuguesa do FMI - Estela Barbot

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Uploaded by on Apr 14, 2011

Estela Barbot: Portugal precisa de recuperar credibilidade (vídeo)
Veja a entrevista da conselheira portuguesa do FMI-Fundo Monetário Internacional, Estela Barbot à SIC. Clique para visitar o dossiê O resgate de Portugal
9:20 Quinta feira, 14 de abril de 2011

Ontem, em entrevista a José Gomes Ferreira, no programa Negócios da Semana, da SIC Notícias, Estela Barbot sublinhou a necessidade de Portugal "recuperar a sua credibilidade" junto das instituições internacionais.

A Conselheira portuguesa junto do Fundo Monetário Internacional foi muito clara a destacar que, nas instâncias internacionais, Portugal é visto "como alguém que não conseguiu levar avante o crescimento no interior da sua comunidade", referindo-se ao fraco desenvolvimento do país durante os últimos dez anos se comparado com outros parceiros da União Europeia.

"Não podemos continuar a não ter sentido de Estado" ou "temos que nos preocupar com o que é realmente importante para o país" foram outras declarações de Estela Barbot quando se referia explicitamente ao processo eleitoral que se aproxima e que, de alguma forma, pode perturbar o processo de negociação do resgate.
http://aeiou.expresso.pt/estela-barbot-portugal-precisa-de-recuperar-credibil...

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  • eu falo por mim! sou emigrante, tenho orgulho da Historia da minha terra desde Afonso Henriques até Marcelo Caetano e verifico que os Belgas gostam disso! Aqui as pessoas néao gostam de gente que venha para aqui queixarem-se de que Salazar foi um bandido. Os Belgas sao gente culta!! Cuidado!!

  • @JMRRF a EU pagou comparticipou estradas, hospitais etc so na aldeia dos meus avós contribuiram para todas as infraestruturas lá construidas como o lar dos idosos etc... é mais do que veneno, a EU é a porta para não ser subserviente dos eua, a maioria dos produtos é tudo americano e a preocupação é a EU???? lol o laboratorio de nanotecnologia ca criado foi tambem comparticipado pela EU, a EU deu a oportunidade a empresas portuguesas ligadas a programas espaciais. sinceramente é só veneno

  • Qual é o veneno? Todos sabemos que há carros novos entre €1000 e €3000, mas não se vendem na UE sob o pretexto das emissões de CO2; por outro lado não há limites ambientais para os têxteis e o calçado. Embora seja europeísta, entendo que a Globalização deverá ser igual para todos os membros da Europa. E os portugueses deverão ser mais racionais nas suas opções, não subservientes aos produtos alemães e franceses. Além disso, Portugal precisa (há muito) de mais investigação cientifico-tecnológica

  • @JMRRF raciocinio venenoso e de "$!"#"$

  • Aí está outro erro dos portugueses: preferir marcas alemãs (além de francesas e italianas) - assim se faz o superavit comercial alemão à custa do déficit português, e leva à prepotência de Merckel (e Sarkozy) sobre nós. Se não produzimos carros, por que pelo menos não compramos marcas japonesas que até são mais fiáveis e baratas?

    Enquanto somos descapitalizados da produção de texteis e calçado, o mesmo não se passa com os carros alemães pois os chineses e indianos são proibidos na UE.

  • Tambem estava a achar estranho quando ia a Portugal só via audis, mercedes, Bmw novos e dizem que a crise algum dia tinha de parar pessoas com ordenados baixos a viver como milionarios já se sabia.

  • Portanto, o que Barbot refere aos 37:30 e é preconizado pelos partidos do PPE (Merckel, Sarkozy, Berlusconi e Passos Coelho) assim como outros de direita, é impraticável sob pena de nos fazer retroceder às décadas de 1960/70. A Globalização é benéfica, desde que regulada a nível demográfico e ambiental. Enquanto a população mundial crescer mais que a economia, surgirão cada vez mais pessoas dispostas a trabalhar mais por menos dinheiro, diminuindo a riqueza per capita em todo o Mundo.

  • Depois de Portugal, será a vez de Bélgica, Espanha e Itália declararem banca-rota. A Globalização só põe em causa as democracias enquanto elas quiserem o capitalismo selvagem, não insistirem (diante da ONU e do G20) no controlo mundial da explosão demográfica, e não conceberem um modelo meritocrata que priorize a Investigação Científica como fonte de desenvolvimento. Uma política mundial ambientalista também é importante, mas insuficiente para evitar a descapitalização do Ocidente.

  • Barbot fala em concorrência desleal e necessidade de a Europa (tal como Portugal) imporem taxas aduaneiras. Todavia tal não impede a descapitalização do Ocidente, uma vez que o Mundo está em explosão demográfica e as multinacionais vão continuar a fugir para os países de mão-de-obra barata. A Europa não se sustenta só com PMEs, pois nesse caso teríamos que ganhar ao preço do nosso próprio trabalho. A concertação social na Alemanha ou a flexibilização laboral na Holanda são meros paliativos.

  • só tenho pena que os portugueses acreditem mais em engenheiros sucateiros com diplomas passados aos domingos do que nestas pessoas sérias! foi das melhores entrevistas que vi nos últimos tempos. Os dois estiveram bem. José Gomes apresenta também um trabalho muito serio. Tenho pena de não sermos governados por gente assim, tenho pena de ver um país colapsar graças a um bando de má gente que criou um sistema politico corrupto que aniquila a verdade.

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