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Peixe-Boi Marinho

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Uploaded by on Feb 11, 2010

O Peixe-Boi Marinho no Brasil.Este documentário traz informações sobre o peixe-boi marinho, um animal dócil, que pode medir mais de 4 metros, pesar mais de 700 kg e viver cerca de 60 anos.
É um animal mamífero aquático e herbívoro.
Quando está em movimento precisa ir à superfície para respirar a cada 5 minutos.
Descansando, pode ficar até 30 minutos debaixo dágua.
A fêmea pode ter um filhote a cada 3 anos, e sua gestação é de 13 a 14 meses.
O peixe-boi pode utilizar até 8 horas diárias para sua alimentação, comendo até 10% do seu peso em vegetações aquáticas.
O primeiro estudo sobre o peixe-boi teve início na praia de Barra do Mamanguape, na Paraíba.
Constatou-se que os filhotes ao nascerem e não saber nadar, eram levados pelas ondas do mar para a foz dos rios e beira de praias onde morriam encalhados.
Diante da necessidade de proteger o animal foi montada a base de Itamaracá Pernambuco para recuperação dos filhotes devolvendo-os ao mar após 3 anos de cativeiro.
No final de 1994 foi construído um curral de aproximadamente 30 m2 próximo aos recifes de corais da praia de Paripueira Alagoas - para fazer a primeira reintrodução do peixe-boi no Brasil.
Foram reintroduzidos 2 animais- o Astro e a Lua.
Caravéia que trabalhou durante 13 anos no projeto do peixe-boi, monitorando o deslocamento do animal no litoral nordestino conta que ajudou a escolher o local da primeira reintrodução no Brasil.
O curral foi construído sobre um banco de capim aquático para facilitar o acesso da alimentação do animal.
Após 65 dias vivendo no cercado de madeira foram colocados em liberdade, com rádio transmissor preso no pedúnculo caudal para o seu monitoramento.
Durante o cativeiro, o peixe-boi alimenta-se de capim aquático, algas marinhas, capim agulha, beteraba, cenoura, alface e repolho.
Normalmente se locomove em águas marítimas até 6 metros de profundidade para facilitar sua alimentação e respiração na superfície.
Normalmente, a entrada do peixe-boi nos rios é para beber água doce.
Com a aproximação humana, o Aldo tornou-se um peixe-boi domesticado, trazendo alguns prejuízos para os pescadores.
O peixe-boi rasgava redes; mexia nas bóias; esmagava os peixes que estavam presos às redes; com seu peso, virava canoas e jangadas.
Quando o peixe-boi não possui rádio transmissor pode ser cercado pelas redes do pescador, acarretando na perda dos peixes, ao erguer as redes para o animal sair.
Muitas vezes, o pescador enfurecido com os estragos em seu material de pesca acabava machucando o peixe-boi.
O confronto com os pescadores, os barcos a motor e a freqüente aproximação do homem que acaba domesticando o animal, são problemas que a espécie do peixe-boi enfrenta na luta para sua sobrevivência.
Foi preciso conscientizar a comunidade e encontrar alternativas de renda para as famílias prejudicadas nos locais onde vive o peixe-boi.
Um bom exemplo é o que aconteceu no povoado de Tatuamunha, município de Porto de Pedras, onde um grupo de pescadores liderados por Cara-véia, criaram a AAMEA Associação dos Amigos do Meio Ambiente visando a conscientização comunitária sobre a importância da preservação do meio ambiente na região e de conviver pacificamente com o peixe-boi.
Foram criados os passeios de jangada que levam visitantes para conhecer o santuário do peixe-boi e a produção de artesanato que dão renda a mais de 30 famílias de pescadores.
Assim, o sirênio trouxe alternativas econômicas para os pescadores e a comunidade conscientizou-se da importância do peixe-boi no ecossistema da região.
Porto de Pedras, detentor do curral de peixe-boi no rio Tatuamunha também recebe as visitas do peixe-boi nas praias de Patacho e Lages.
Estima-se que o Brasil possui aproximadamente 500 peixes-bois marinhos espalhados pelo litoral do nordeste brasileiro de Alagoas ao Maranhão .
Divulgue este documentário para que seus amigos também conheçam a importância de preservar o peixe-boi no Brasil. Além de sua função no meio ambiente gera alternativas de renda através do artesanato e do turismo.

Category:

Travel & Events

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